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Contas reprovadas colocam gestão anterior da ABCZ sob pressão
Nova administração reforça transparência e aponta falhas contábeis enquanto números levantam questionamentos sobre período anterior
27/03/2026 11h23
Por: Redação

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu ampliou os esclarecimentos sobre a reprovação das contas de 2025, decisão tomada em assembleia realizada em março de 2026. O caso ganhou novos contornos após a divulgação de informações que apontam a existência de cerca de 130 notas fiscais com indícios de irregularidades.

De acordo com dados apresentados nos bastidores e discutidos entre associados, 126 dessas notas teriam sido assinadas pelo então superintendente geral da entidade, identificado como Moacir, enquanto outras quatro estariam vinculadas ao ex-presidente Gabriel Garcia Cid. As informações ainda devem ser apuradas oficialmente nas instâncias competentes.

A reprovação das contas ocorreu sob o argumento de que os demonstrativos financeiros não refletiam a real situação patrimonial da entidade. Segundo comunicado oficial, valores que deveriam ter sido classificados de forma distinta foram registrados como despesas regulares, comprometendo a confiabilidade das informações contábeis.

Embora a decisão tenha sido classificada como técnica, o episódio levanta questionamentos sobre a condução administrativa da gestão anterior, especialmente em relação aos mecanismos de controle e transparência adotados à época.

Em contraponto, a atual diretoria, liderada pelo presidente Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, tem adotado medidas para reforçar a governança interna. Entre elas estão a correção de registros contábeis, o fortalecimento dos controles administrativos e a implementação de uma gestão mais participativa e colegiada.

A entidade também informou que colabora com eventuais investigações em curso e que vem adotando ações para evitar novos desvios, com foco em segurança, conformidade e transparência dos processos.

Apesar do cenário, a ABCZ destacou que a reprovação das contas não impacta o funcionamento da instituição, que segue operando normalmente e cumprindo suas atividades administrativas e operacionais.

O caso agora entra em uma nova fase, com expectativa de aprofundamento das apurações e possível responsabilização nas instâncias adequadas, ao mesmo tempo em que a atual gestão busca consolidar uma nova imagem baseada em controle e credibilidade junto aos associados.