O reajuste de aproximadamente 12% na tarifa de água no município entrou no centro do debate público após questionamentos apresentados pelo vereador Tulio Micheli. Na última terça-feira (24), foi aprovado um requerimento de sua autoria solicitando à Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico (ARISB), presidida por Txai Silva Costa, o envio de uma série de informações técnicas que embasaram o aumento.
O pedido inclui acesso completo a estudos, relatórios, notas técnicas, pareceres e à memória de cálculo utilizada para definição do reajuste tarifário. Entre os principais pontos solicitados estão dados sobre perdas físicas e comerciais no sistema de abastecimento, além da série histórica desses índices nos últimos cinco anos.
De acordo com o vereador, o objetivo é garantir transparência e permitir que o Poder Legislativo exerça sua função de fiscalização, especialmente diante do impacto direto da tarifa sobre a população. Tulio Micheli também solicita informações sobre o plano de redução de perdas, investimentos realizados e previstos na rede de distribuição, além de medidas de modernização como combate a vazamentos, setorização e macromedição.
Outro ponto levantado no requerimento é a necessidade de entender em que medida eventuais ineficiências operacionais podem estar sendo consideradas no cálculo tarifário. “É imprescindível apurar, com base em critérios técnicos e regulatórios, se o reajuste está sendo influenciado por fatores estruturais do sistema e como isso impacta o consumidor final”, afirmou o vereador.
Segundo ele, dados públicos indicam que o sistema de abastecimento pode apresentar índices relevantes de perdas, o que gera diferença entre o volume de água produzido e o efetivamente faturado. Esse cenário, conforme argumenta, pode influenciar o equilíbrio econômico-financeiro da autarquia responsável pelo serviço.
A solicitação também abrange estudos que apontem o impacto dessas perdas no sistema, bem como justificativas técnicas para eventual repasse desses custos ao usuário final.
O debate ocorre em um contexto de crescente atenção à gestão dos serviços públicos essenciais, especialmente diante de desafios como aumento do consumo, períodos de estiagem e necessidade de investimentos constantes em infraestrutura.
Até o momento, o reajuste segue válido, e a análise técnica das informações solicitadas deverá contribuir para ampliar a compreensão sobre os critérios adotados, fortalecendo o diálogo entre poder público, órgãos reguladores e sociedade.