Uberlândia alcançou, até fevereiro de 2026, a menor taxa de mortalidade infantil de sua série histórica. Segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, o município registrou índice de aproximadamente 5,8 óbitos por mil nascidos vivos, consolidando uma tendência de queda observada ao longo dos últimos anos.
O número coloca a cidade em um patamar inferior à média nacional, que ainda se mantém próxima dos dois dígitos, e reforça o destaque de Uberlândia no cenário da saúde pública brasileira. A redução é ainda mais significativa quando comparada a anos anteriores, em que os índices variavam entre 11 e 13 óbitos por mil nascidos vivos.
A série histórica mostra que, em 2025, Uberlândia já havia registrado uma taxa de 8 óbitos por mil nascidos vivos, que até então era a menor marca. O avanço em 2026 indica continuidade na melhora dos indicadores, ainda que os dados atuais sejam considerados parciais e possam sofrer atualizações ao longo do ano.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, os resultados estão associados ao fortalecimento de políticas públicas voltadas ao acompanhamento de gestantes, à ampliação da vacinação e ao reforço da atenção básica, especialmente nos primeiros anos de vida das crianças.
Mesmo antes da atual queda mais acentuada, o município já apresentava desempenho melhor do que as médias estadual e nacional. Em 2022, por exemplo, a taxa foi de cerca de 8,4 óbitos por mil nascidos vivos, indicando um cenário mais favorável em comparação com outras regiões do país.
O secretário municipal de Saúde, Adenilson Lima, destacou que, apesar dos impactos provocados pela pandemia de Covid 19, o município conseguiu manter resultados positivos. Segundo ele, a retomada da queda a partir de 2025 reflete a continuidade das ações implementadas pela gestão municipal, com foco no cuidado integral desde o período gestacional até os primeiros anos de vida.
Os dados mais recentes reforçam a tendência de redução e indicam avanço nos indicadores de saúde infantil. Ainda assim, especialistas apontam que o monitoramento contínuo e a manutenção dos investimentos em políticas públicas são fundamentais para sustentar os resultados a longo prazo.