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Troca de partido acende disputa interna e expõe racha no PSDB em Uberaba
Saída de Tony Carlos do MDB para o PSDB movimenta bastidores, gera reação de vereadores e levanta debate sobre espaço e estratégia eleitoral para 2026
03/04/2026 08h31
Por: Redação

A movimentação política envolvendo a filiação do jornalista Tony Carlos ao PSDB, em Uberaba, tem provocado repercussões dentro do próprio partido e intensificado o debate sobre a formação de chapas para as eleições de 2026.

 

Tony, que disputou o pleito de 2022 pelo MDB, agora busca uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pela nova sigla. A decisão ocorre no contexto final da chamada “janela partidária”, período que permite a troca de legenda sem perda de mandato.

 

A chegada do novo filiado, no entanto, não passou sem reações. Em grupos políticos, o vereador Túlio Micheli se manifestou de forma firme sobre a disputa interna por espaço dentro do partido.

 

“Respeito o Tony, sempre respeitei. Mas política não se faz por atalhos. Eu sou candidato e quem quiser esse espaço vai ter que disputar no voto”, afirmou o vereador, reforçando que pretende manter sua pré-candidatura.

 

A fala evidencia um cenário de possível concorrência interna dentro do PSDB local, que ainda avalia a viabilidade de lançar mais de um nome para deputado estadual.

 

Já o presidente do diretório municipal do partido, Thiago Tiveron, adotou um tom conciliador, mas deixou claro que não há definição fechada sobre a composição da chapa.

 

Segundo ele, nomes como Túlio Micheli, Marcos Jammal e Emanuel Chaves possuem legitimidade para disputar espaço, e a chegada de Tony Carlos não exclui a possibilidade de múltiplas candidaturas.

 

“A decisão será construída com base em pesquisas, análise de cenário e diálogo interno. Vamos sentar, fazer as contas e tomar a melhor decisão”, afirmou.

 

Tiveron também destacou que a filiação de Tony é vista como positiva para o partido, especialmente no campo da oposição ao governo municipal, ampliando o leque de opções eleitorais.

 

O episódio reflete um momento típico do período pré-eleitoral, marcado por articulações, reposicionamentos e disputas por protagonismo político. Nos próximos meses, o cenário deve se consolidar conforme as definições partidárias e o avanço das pesquisas eleitorais.