Geral Zoológico
Fim do zoológico tradicional? Uberlândia inicia retirada de animais e aposta em novo modelo ambiental
Animais são transferidos para o BioParque do Rio enquanto antigo zoo passa por transformação para se tornar espaço de educação ambiental e bem-estar animal
03/04/2026 09h01
Por: Redação

A Prefeitura de Uberlândia deu mais um passo no processo de transformação do antigo Zoológico Municipal ao realizar a transferência de cinco animais que estavam em quarentena no local. A medida integra um projeto mais amplo que pretende converter o espaço em um Parque de Educação Ambiental, com foco no bem-estar animal e na conscientização da população.

 

Nesta etapa inicial, foram realocados duas emas, um cateto, um tamanduá-mirim e um tucano para o BioParque do Rio, no Rio de Janeiro, instituição especializada no cuidado e manejo de fauna silvestre. Segundo a Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Sustentabilidade, o objetivo é garantir melhores condições de vida para os animais durante a transição do espaço.

 

A operação foi autorizada pelo Instituto Estadual de Florestas e seguiu protocolos técnicos específicos para assegurar a segurança e o conforto dos animais durante o transporte. O deslocamento foi realizado por empresa especializada, com acompanhamento da equipe do próprio BioParque.

 

A iniciativa está alinhada à Política Municipal de Proteção Animal, instituída pela Lei 14.507 de 2025, que propõe uma mudança no modelo de funcionamento do antigo zoológico. A nova proposta prioriza a proteção integral dos animais e a criação de um ambiente voltado à educação ambiental, com atividades direcionadas a diferentes públicos.

 

De acordo com o município, o novo parque deverá integrar ações envolvendo áreas como saúde, cultura, saneamento e trânsito, ampliando o papel do espaço na formação de consciência ambiental.

 

Uma reforma estrutural também está em fase de planejamento para viabilizar a transformação. A proposta segue uma tendência internacional que busca substituir zoológicos tradicionais por espaços educativos, onde a interação com a natureza e o conhecimento ambiental ganham protagonismo, em vez da exposição de animais em cativeiro.

 

A mudança marca uma nova fase na política ambiental de Uberlândia e deve gerar debates sobre o futuro dos zoológicos e o papel desses espaços nas cidades.