Segurança Violência
Silêncio ou ação? Vereadora cobra campanha urgente contra violência e expõe cenário preocupante
Proposta “Não Deixe o Medo Calar” quer ampliar denúncias e pressiona poder público diante do aumento de casos em Uberaba
04/04/2026 09h50
Por: Redação

A vereadora Denise da Supra solicitou à Prefeitura de Uberaba a criação de uma campanha institucional voltada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. A proposta, intitulada “Não Deixe o Medo Calar”, tem como objetivo ampliar a conscientização da população e fortalecer os canais de denúncia e atendimento às vítimas.

 

De acordo com a parlamentar, a campanha deve incluir ações informativas e educativas sobre os diferentes tipos de violência, além da divulgação dos mecanismos já existentes para proteção das mulheres. A iniciativa busca estimular a reflexão social e incentivar vítimas a romperem o silêncio.

 

Denise destaca que a violência doméstica ainda é uma das formas mais recorrentes no país, muitas vezes ocorrendo dentro do ambiente familiar e praticada por parceiros. Segundo ela, as agressões podem se manifestar de diversas maneiras, incluindo violência física, verbal e psicológica.

 

A vereadora também chama atenção para a violência no ambiente de trabalho. Um levantamento divulgado pelo Instituto Patrícia Galvão, com dados publicados pela Empresa Brasil de Comunicação, aponta que 76% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência nesse contexto, como ofensas, assédio e abordagens inadequadas.

 

Outro ponto central da proposta é a divulgação da Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, considerada um dos principais instrumentos legais de combate à violência contra a mulher no Brasil. A legislação prevê medidas protetivas e punições mais rigorosas para agressores.

 

Para Denise, a criação da campanha se torna ainda mais necessária diante do aumento dos casos de violência registrados nos últimos anos, tanto no país quanto em Uberaba. A parlamentar reforça a importância da atuação conjunta entre poder público e sociedade na prevenção e combate a esse tipo de crime.

 

A proposta segue para análise do Executivo municipal. Enquanto isso, o debate sobre políticas públicas e ações efetivas de proteção às mulheres volta ao centro das discussões na cidade.