Frutal Saúde
Exame de fezes pode detectar até 90% dos casos de câncer colorretal e levanta debate sobre acesso no interior
Estudo internacional aponta avanço no diagnóstico precoce, enquanto Triângulo Mineiro ainda enfrenta desafios na prevenção e rastreamento
11/04/2026 19h06
Por: Redação

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Genebra aponta que um exame de fezes baseado na análise de bactérias da microbiota intestinal pode identificar cerca de 90% dos casos de câncer colorretal. A proposta é oferecer uma alternativa menos invasiva e mais acessível para o diagnóstico precoce da doença.

A pesquisa utilizou técnicas de aprendizado de máquina para mapear padrões de bactérias no intestino humano associados ao desenvolvimento do câncer. Com isso, os cientistas conseguiram criar um modelo capaz de identificar sinais da doença com alta precisão.

O câncer colorretal é um dos mais comuns no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, são estimados mais de 45 mil novos casos por ano no país, sendo uma das principais causas de morte por câncer.

No Triângulo Mineiro, especialistas apontam que o diagnóstico ainda ocorre, em muitos casos, em estágios avançados, o que reduz as chances de tratamento eficaz. A dificuldade de acesso a exames como colonoscopia e a baixa adesão a programas de prevenção são alguns dos fatores que impactam esse cenário.

Embora o exame estudado ainda não esteja amplamente disponível no sistema público de saúde, ele abre caminho para novas estratégias de rastreamento, especialmente em regiões onde há limitações estruturais.

Atualmente, a principal recomendação médica para detecção precoce segue sendo a realização de exames periódicos, principalmente para pessoas acima dos 50 anos ou com histórico familiar da doença.

O avanço científico reacende o debate sobre a necessidade de ampliar políticas públicas de prevenção e acesso a exames menos invasivos, que possam facilitar o diagnóstico precoce e reduzir a mortalidade associada ao câncer colorretal.