Frutal Saúde
Uso de telas na infância acende alerta: especialista recomenda limites e acompanhamento dos pais
Neurologista aponta riscos do uso precoce de dispositivos e reforça importância de estímulos ao desenvolvimento
15/04/2026 08h59
Por: Redação

O uso de dispositivos eletrônicos por crianças tem sido motivo de atenção entre especialistas da área da saúde. Em Uberaba, a neurologista Danielle Borges Margato alerta para a necessidade de limites e acompanhamento no contato com telas durante a infância.

De acordo com a médica, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é de que crianças não sejam expostas a telas antes dos dois anos de idade. Entre 2 e 5 anos, o uso deve ser limitado a, no máximo, uma hora por dia, sempre com supervisão de um adulto e com estímulos que favoreçam o desenvolvimento cognitivo.

A partir dos 6 anos, o tempo pode chegar a duas horas diárias, desde que o uso seja interativo e contribua para o aprendizado. Já após os 12 anos, o acesso a dispositivos próprios, como celulares, pode ser permitido, desde que acompanhado e adequado à faixa etária.

A especialista destaca que o uso excessivo e sem orientação pode prejudicar o desenvolvimento cerebral das crianças, especialmente quando não há estímulos complementares.

A Unimed Uberaba reforça a importância da conscientização sobre o tema. Segundo o presidente da cooperativa, Reynaldo Miranda, iniciativas voltadas à orientação da população contribuem para o bem-estar coletivo e fortalecem a responsabilidade social da instituição.

O debate sobre o uso de telas na infância tem ganhado espaço diante do aumento do acesso a dispositivos digitais, reforçando a necessidade de equilíbrio entre tecnologia e desenvolvimento saudável.