Uberaba intensifica as estratégias de enfrentamento ao período de estiagem com a participação no lançamento do Plano de Preparação e Resposta à Estiagem 2026, elaborado pelo 8º Batalhão de Bombeiros Militar de Minas Gerais. O evento está marcado para a próxima sexta-feira (17), às 9h, no Sindicato Rural do município.
A iniciativa conta com a atuação do Comitê de Efeitos Climáticos, coordenado pela Prefeitura, que tem como principal função integrar diferentes órgãos e alinhar ações preventivas e de resposta. Segundo a administração municipal, o trabalho conjunto iniciado em 2025 tem permitido maior compreensão dos cenários climáticos da região e fortalecido a capacidade de atuação diante de situações críticas.
Entre as medidas previstas no plano estão campanhas de conscientização, construção de aceiros para contenção de incêndios, ampliação de pontos de captação de água e treinamentos operacionais. As ações serão organizadas dentro de um Comando Unificado, responsável por centralizar informações e apoiar a tomada de decisões estratégicas.
De acordo com a Secretaria Municipal do Agronegócio, o município já iniciou o mapeamento de áreas com histórico de queimadas recorrentes e o levantamento de locais de fácil acesso para captação de água, que poderão ser utilizados no abastecimento de caminhões-pipa durante eventuais ocorrências. Também estão previstas palestras em regiões consideradas mais vulneráveis, com foco na conscientização da população.
A força-tarefa envolve diferentes secretarias municipais e parceiros estratégicos, incluindo usinas do setor sucroenergético, ampliando a capacidade de resposta do município durante o período de seca.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), regiões do interior de Minas Gerais enfrentam, historicamente, períodos de estiagem prolongada entre os meses de maio e setembro, o que aumenta o risco de incêndios e exige planejamento antecipado por parte dos municípios.
O plano apresentado reforça a importância da integração entre órgãos públicos e iniciativa privada, além da participação da população na prevenção de queimadas. A expectativa é de que as ações contribuam para reduzir riscos ambientais, proteger áreas produtivas e minimizar impactos às comunidades durante o período crítico.