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GOVERNO PROJETA SALÁRIO MÍNIMO DE R$ 1.717 PARA 2027 E ESTABELECE METAS RÍGIDAS PARA O ORÇAMENTO
Proposta enviada ao Congresso Nacional prevê alta de 5,9%, condiciona gastos ao novo arcabouço fiscal e estima superávit de R$ 73,2 bilhões
20/04/2026 11h41
Por: Redação

O governo federal apresentou formalmente o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027, estabelecendo as bases que nortearão as finanças públicas no próximo ano. O documento projeta que o salário mínimo atinja o valor de R$ 1.717, o que representa uma valorização nominal de 5,9% em comparação aos R$ 1.621 vigentes em 2026.

A definição do novo piso nacional segue a atual política de valorização do Poder Executivo, que combina a variação da inflação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, o valor exato depende da consolidação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro, dado que servirá de baliza final para o decreto presidencial de fim de ano.

Impacto no Triângulo Mineiro e contas públicas

A variação do salário mínimo possui impacto direto na economia do Triângulo Mineiro, região com forte presença de setores de serviços e agroindústria, além de um contingente significativo de beneficiários do INSS. Como o piso nacional é a referência para aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), a atualização injeta liquidez no comércio local, mas também pressiona as contas das prefeituras da região, que possuem folhas de pagamento indexadas ao mínimo.

Metas Fiscais e Controle de Gastos

Para além do salário, o projeto fixa uma meta de superávit primário de 0,5% do PIB, o equivalente a uma economia de R$ 73,2 bilhões (com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual). O texto reafirma as regras do arcabouço fiscal, limitando o crescimento das despesas públicas a no máximo 2,5% ao ano acima da inflação.

Entre as principais projeções econômicas listadas no projeto para 2027, destacam-se:

O projeto agora aguarda análise pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) antes de seguir para votação em Plenário no Congresso Nacional. Caso aprovado, as diretrizes servirão de base para a elaboração do Orçamento da União, que deve ser entregue ao Legislativo até agosto.