A Prefeitura de Uberlândia ampliou de dois para dez os pontos de vacinação contra a chikungunya no município. A medida passa a valer a partir desta segunda-feira (27) e tem como objetivo facilitar o acesso da população ao imunizante e acelerar a cobertura vacinal.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, além do Vacimóvel, localizado na praça Tubal Vilela, e do Cantinho da Saúde, no Terminal Central, a vacina também estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Custódio, Patrimônio, Roosevelt, Santa Rosa, Nossa Senhora das Graças, Luizote, Jaraguá e Tocantins.
O imunizante utilizado na cidade foi desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. A vacina é indicada para pessoas entre 18 e 59 anos, aplicada em dose única e apresenta eficácia de 99%, segundo dados informados pela administração municipal.
A Secretaria de Saúde ressalta que há contraindicações. Gestantes, lactantes, pessoas imunocomprometidas ou em uso de imunossupressores, além de indivíduos com doenças crônicas descompensadas ou histórico de alergia a componentes da vacina, não devem receber a dose. Também é orientado adiar a vacinação em casos de febre ou infecção recente por chikungunya, e não há recomendação de aplicação simultânea com outras vacinas.
A ampliação ocorre em um cenário epidemiológico relevante. Até sexta-feira (24), Uberlândia registrava 2.638 notificações da doença em 2026, com 2.635 casos confirmados. Desde o início da campanha, em 31 de março, foram aplicadas 3.721 doses do imunizante.
O município está entre os dez selecionados pelo Ministério da Saúde para a fase inicial da vacinação contra a chikungunya, tendo recebido um lote inicial de 5 mil doses em março. A escolha considera critérios técnicos e o cenário epidemiológico local.
Segundo a Prefeitura, a vacinação integra um conjunto de ações de enfrentamento às arboviroses, que inclui monitoramento epidemiológico, combate ao mosquito Aedes aegypti e campanhas de conscientização. A administração municipal reforça a importância da participação da população, tanto na eliminação de criadouros quanto na adesão à vacinação, como forma de reduzir a circulação do vírus e evitar complicações da doença, como dores articulares crônicas.