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UBERABA DÁ SINAL VERDE PARA PARCERIAS E AMPLIA DEBATE SOBRE PLANEJAMENTO REPRODUTIVO
Câmara autoriza convênios com o Sistema S e discute ampliação do acesso ao Implanon para mulheres em situação de vulnerabilidade
04/05/2026 08h41
Por: Redação

A Câmara Municipal de Uberaba aprovou, em sessões recentes, propostas que envolvem tanto o fortalecimento de políticas públicas por meio de parcerias institucionais quanto a ampliação do acesso a métodos contraceptivos no município.

Um dos projetos aprovados autoriza o Poder Executivo a firmar convênios com entidades do chamado Sistema S, como Senai, Sesi, Senac, Sesc e Senar. A proposta permite a transferência de recursos públicos para instituições privadas sem fins lucrativos, com o objetivo de desenvolver ações voltadas à qualificação profissional, desenvolvimento econômico, inovação e bem-estar social.

Segundo o Executivo, a medida busca ampliar a eficiência das políticas públicas por meio da cooperação com entidades que já possuem estrutura técnica e atuação consolidada em áreas estratégicas. A expectativa é que as parcerias contribuam para geração de emprego, fortalecimento do empreendedorismo e estímulo à economia local, especialmente em setores como gastronomia, artesanato e turismo.

O projeto estabelece que os recursos destinados aos convênios serão provenientes de dotações orçamentárias próprias, respeitando as normas fiscais e a disponibilidade financeira do município. Também foi informado que há previsão de limite de repasse anual, sujeito à análise e aprovação legislativa quando necessário.

Paralelamente, outra proposta apresentada na Câmara trata da criação de um protocolo municipal para ampliar o acesso ao implante contraceptivo subdérmico Implanon. A iniciativa, de autoria da vereadora Rochelle Gutierrez, busca organizar o atendimento na rede pública de saúde e priorizar grupos em situação de vulnerabilidade social.

O Implanon é um método contraceptivo de longa duração, com eficácia de até três anos, e tem sido apontado como ferramenta importante na redução de gestações não planejadas. A proposta prevê a definição de fluxos entre unidades de saúde, capacitação de profissionais e monitoramento dos atendimentos, além de estratégias de busca ativa para alcançar o público-alvo.

Entre os grupos prioritários sugeridos estão mulheres em situação de rua, vítimas de violência, adolescentes em vulnerabilidade e pacientes com contraindicação à gestação. A medida segue diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) para fortalecimento do planejamento reprodutivo e redução de complicações materno-infantis.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o governo federal ampliou a distribuição do implante contraceptivo nos últimos anos, com previsão de envio de 1,8 milhão de unidades ao país até 2026, reforçando a política nacional de planejamento familiar.

No contexto do Triângulo Mineiro, as duas iniciativas refletem movimentos distintos, mas complementares: de um lado, a busca por eficiência e desenvolvimento econômico por meio de parcerias institucionais; de outro, o fortalecimento de políticas de saúde pública voltadas à redução de desigualdades sociais.

Especialistas apontam que a efetividade dessas medidas dependerá da implementação prática, da transparência na gestão dos recursos e da capacidade de integração entre diferentes áreas do poder público.