Economia Economia
MINAS ARRECADA BILHÕES MAS FICA ABAIXO DA META E ACENDE ALERTA NA ECONOMIA
Estado soma cerca de R$ 30 bilhões no trimestre, enquanto setores estratégicos mostram sinais mistos de crescimento
05/05/2026 18h19
Por: Redação

Minas Gerais registrou arrecadação superior a R$ 30 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mantendo o volume elevado de receitas públicas, mas ficando abaixo da meta prevista para o período. Dados do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual indicam que o estado arrecadou aproximadamente R$ 30,6 bilhões entre janeiro e março, valor inferior aos cerca de R$ 31,7 bilhões projetados inicialmente  .

 

A diferença representa uma frustração superior a R$ 1 bilhão nas contas públicas, evidenciando um cenário de crescimento mais lento do que o esperado. O principal tributo estadual, o ICMS, também ficou abaixo das projeções, com arrecadação de aproximadamente R$ 20,7 bilhões no trimestre  .

 

Apesar disso, o desempenho ainda aponta estabilidade no caixa estadual. Comparado ao mesmo período de 2025, houve crescimento nominal de cerca de 1,9%, embora, ao considerar a inflação, o resultado indique leve retração real  .

 

O cenário econômico mineiro apresenta sinais mistos. Enquanto a arrecadação enfrenta pressão, outros indicadores apontam movimentação positiva. No primeiro trimestre de 2026, o estado registrou a abertura de mais de 35 mil empresas, com destaque para o setor de serviços, que liderou o crescimento  .

 

No comércio exterior, Minas Gerais também manteve relevância, com exportações que somaram cerca de US$ 10,2 bilhões no período, consolidando o estado como um dos principais exportadores do país  .

 

Outro destaque é o setor mineral, responsável por grande parte da arrecadação e da atividade econômica mineira. Entre janeiro e março, o faturamento da mineração se aproximou de R$ 30 bilhões, mantendo Minas na liderança nacional do segmento  .

 

No Triângulo Mineiro, regiões como Uberlândia, Uberaba e Araxá continuam sendo polos estratégicos da economia estadual, com forte presença nos setores agropecuário, industrial e logístico. A região se beneficia tanto da expansão empresarial quanto da força do agronegócio, que segue impulsionando receitas e exportações.

 

Especialistas apontam que o desempenho da arrecadação está diretamente ligado ao ritmo da atividade econômica nacional, que ainda apresenta oscilações em diferentes setores. A tendência para os próximos meses dependerá da recuperação do consumo, da produção e da estabilidade fiscal.

 

A expectativa do governo estadual é que o desempenho ao longo do ano possa compensar o resultado inicial, mantendo o equilíbrio das contas públicas e sustentando investimentos em áreas estratégicas.