Política Eleições 2026
PRÉ-CANDIDATOS AO SENADO PRESSIONAM POR DEFINIÇÕES E ESCANCARAM DISPUTA POLÍTICA EM MINAS GERAIS
Articulações envolvendo Rodrigo Pacheco, Mateus Simões, Alexandre Kalil e lideranças da direita e esquerda movimentam bastidores eleitorais no estado
07/05/2026 12h19
Por: Redação

Os bastidores políticos de Minas Gerais ficaram ainda mais movimentados nesta quarta-feira (6) durante o 41º Congresso Mineiro de Municípios, promovido pela Associação Mineira de Municípios, em Belo Horizonte. Pré-candidatos ao Senado Federal intensificaram cobranças por definições sobre alianças e candidaturas ao Governo de Minas nas eleições deste ano.

O evento reuniu lideranças de diferentes espectros políticos e evidenciou a disputa antecipada por espaço nas futuras composições eleitorais do estado, considerado um dos principais colégios eleitorais do país.

Pelo campo da esquerda, a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, nome do PT para o Senado, afirmou ainda acreditar na possibilidade de candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao Governo de Minas.

Segundo Marília, o fato de Pacheco ainda não ter descartado oficialmente a disputa mantém viva a expectativa dentro do grupo político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A petista também buscou reduzir os desgastes surgidos após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), episódio que provocou críticas ao senador nos bastidores de Brasília. Mesmo diante das divergências, ela afirmou que o posicionamento oficial do PT mineiro continua favorável à pré-candidatura de Rodrigo Pacheco.

Já no campo da federação entre PP e União Brasil, o ex-secretário de Governo de Minas, Marcelo Aro, evitou aprofundar publicamente divergências internas sobre um possível apoio à reeleição do governador Mateus Simões.

Nos bastidores, lideranças da federação ainda divergem sobre o posicionamento para a disputa estadual. Enquanto o senador Ciro Nogueira já demonstrou alinhamento ao projeto de Mateus Simões, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, mantém discurso mais cauteloso.

Marcelo Aro afirmou que pretende focar sua atuação em propostas e evitou ampliar discussões internas envolvendo partidos e articulações políticas.

No campo da esquerda alternativa, a ex-deputada federal Áurea Carolina, pré-candidata da federação Psol-Rede ao Senado, classificou como “muito ruim” a demora nas definições envolvendo Rodrigo Pacheco e defendeu maior aproximação entre partidos progressistas em Minas Gerais.

Lideranças do Psol e da Rede também mantêm conversas sobre eventual apoio ao ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, para a disputa ao Palácio Tiradentes.

Já entre os partidos ligados à direita, o presidente estadual do PL em Minas, Domingos Sávio, afirmou esperar uma definição rápida sobre o posicionamento do partido no estado.

Segundo ele, o PL avalia três cenários: apoio a Mateus Simões, aliança com o senador Cleitinho ou lançamento de candidatura própria ao governo estadual.

Domingos Sávio também citou nomes como o ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, e o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, entre possibilidades analisadas pelo partido.

Outro nome que busca espaço no campo conservador é o influenciador Marco Antônio Costa, conhecido nas redes sociais como “Superman”. Durante o congresso, ele afirmou ser o único pré-candidato “verdadeiramente de direita” ao Senado em Minas, criticando nomes ligados ao chamado Centrão.

O cenário mineiro segue indefinido e deve continuar sendo alvo de negociações intensas nas próximas semanas. Minas Gerais possui forte peso político nacional e tradicionalmente exerce influência decisiva em disputas presidenciais e legislativas.