

A cidade de Uberaba recebeu nesta semana uma programação especial em referência ao Dia da Abolição da Escravatura, celebrado em 13 de maio. Com o tema “Liberdade se constrói todos os dias”, as atividades promovidas pela Fundação Cultural de Uberaba “Professor Antônio Carlos Marques”, por meio da Coordenadoria de Políticas de Igualdade Racial, buscaram ampliar o debate sobre memória histórica, cultura afro-brasileira e políticas de igualdade racial.
As ações ocorreram nos dias 13 e 16 de maio, reunindo representantes de comunidades tradicionais, movimentos culturais, lideranças religiosas e moradores da cidade em cortejos, apresentações culturais, matinê temática e celebrações religiosas.
Na última quarta-feira (13), data que marcou os 138 anos da assinatura da Lei Áurea no Brasil, a programação começou no bairro Vila Celeste, com concentração na Rua Tapajós e saída de cortejo cultural pelas avenidas Cândida Mendonça Bilharinho e Alexandre Barbosa, seguindo até a Igreja Santa Terezinha.
Ainda no mesmo dia, foi realizada a Matinê Cultural no Centro de Turismo Étnico Sebastião Mapuaba, localizado no bairro Elza Amui. O encerramento das atividades ocorreu no período da noite com missa celebrada no Santuário Basílica Nossa Senhora d’Abadia.
Já nesta sexta-feira (16), a programação foi encerrada com novo cortejo cultural partindo do bairro Abadia em direção à Igreja São Domingos, onde ocorreu a missa de encerramento.
Segundo o coordenador de Políticas de Igualdade Racial de Uberaba, Reginaldo da Silva, a proposta da programação foi ampliar a reflexão sobre o significado histórico do 13 de Maio e reforçar a importância das políticas públicas voltadas à população negra.
Ele destacou que o debate sobre liberdade e igualdade racial precisa ir além da assinatura da Lei Áurea, envolvendo questões relacionadas ao respeito, oportunidades e valorização da história afro-brasileira.
O presidente da Fundação Cultural de Uberaba, Cássio Facure, afirmou que as atividades também tiveram como objetivo fortalecer a identidade cultural afro-brasileira e promover diálogo sobre pertencimento, memória coletiva e cidadania.
O Dia da Abolição da Escravatura marca oficialmente o fim da escravidão no Brasil em 1888, com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. Apesar disso, pesquisadores e movimentos sociais frequentemente destacam que a data também representa um momento de reflexão sobre os impactos históricos da escravidão e os desafios ainda relacionados à desigualdade racial no país.
Nos últimos anos, municípios brasileiros têm ampliado ações culturais, educativas e institucionais voltadas à valorização da cultura afro-brasileira e ao enfrentamento do racismo estrutural, especialmente durante o mês de maio e no Dia da Consciência Negra, celebrado em novembro.
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