A cidade de Araguari deu início nesta semana às ações da luta antimanicomial com o lançamento da Mostra Cultural “Há Tanta Vida Lá Fora”, realizada pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Saúde e da Fundação Araguarina de Educação e Cultura (FAEC). O evento aconteceu na Casa da Cultura Abdala Mameri e marca uma série de atividades voltadas à conscientização sobre saúde mental, inclusão social e cuidado humanizado.
A abertura contou com a presença de autoridades municipais, servidores, profissionais da saúde, usuários dos serviços de saúde mental e membros da comunidade. Entre os presentes estavam a secretária municipal de Saúde, Thereza Griep, a coordenadora da Atenção Primária, Marislene Pulsena, além do prefeito em exercício Wesley Lucas, que visitou a exposição e destacou a importância de políticas públicas voltadas ao acolhimento e à dignidade humana.
Segundo Wesley Lucas, a proposta da mostra vai além da arte e busca estimular uma reflexão coletiva sobre respeito, liberdade e inclusão social no tratamento de pessoas em sofrimento psíquico.
A exposição acontece entre os dias 19 e 29 de maio, com entrada gratuita, e apresenta ao público obras produzidas nos serviços substitutivos de saúde mental, como os CAPS e espaços de convivência. Pinturas, artesanatos, fotografias, bordados e textos compõem o percurso cultural, revelando histórias de superação, retomada de autonomia e reconstrução de vínculos sociais.
O movimento da luta antimanicomial ganhou força no Brasil nas últimas décadas defendendo a substituição do modelo de isolamento em hospitais psiquiátricos por políticas de cuidado comunitário e humanizado. A proposta busca combater práticas históricas de exclusão e silenciamento de pessoas com transtornos mentais.
Durante o evento, a secretária de Saúde, Thereza Griep, afirmou que a mostra representa histórias reais de acolhimento e reconstrução de vidas, reforçando a necessidade de ampliar o debate sobre saúde mental na sociedade.
A iniciativa também procura aproximar a população do tema, promovendo conscientização sobre a importância do cuidado psicológico baseado em liberdade, respeito e inclusão social.
Além do caráter cultural, a exposição funciona como espaço de diálogo sobre o avanço das políticas públicas de saúde mental e sobre os desafios ainda enfrentados pelos serviços especializados no atendimento psicossocial.