

A equipe Magic Hands de basquetebol em cadeira de rodas está disputando, entre os dias 19 e 23 de maio, o Campeonato Brasileiro Sub-23 da modalidade, realizado na cidade de Araguari. A competição é organizada pela Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC).
A participação da equipe reforça o trabalho de formação esportiva desenvolvido pela Associação Desportiva para Deficientes (ADD), responsável pela gestão do Magic Hands e considerada uma das principais referências nacionais no paradesporto brasileiro.
O projeto de formação de atletas no basquete em cadeira de rodas teve início em 2001, quando a associação criou sua primeira equipe infantil da modalidade. Desde então, a iniciativa passou a desenvolver atletas desde as categorias de base até o alto rendimento.
O Magic Hands é atualmente uma das equipes mais tradicionais do país no basquete em cadeira de rodas, acumulando nove títulos brasileiros da primeira divisão.
Entre os destaques da equipe nesta edição do Brasileiro Sub-23 estão os atletas João Vitor de Souza e Sergio Veiga, integrantes da equipe adulta e que atuaram em clubes da Europa na última temporada.
Sergio Veiga é apontado pela associação como um exemplo do trabalho de formação promovido pela ADD, já que iniciou sua trajetória no basquete em cadeira de rodas aos oito anos de idade.
A equipe também conta com os atletas Kevin Colares e Gabriel Lima, convocados neste ano para uma etapa de treinamentos da Seleção Brasileira masculina de basquete em cadeira de rodas e com histórico de participação em competições internacionais da categoria Sub-23.
Segundo a organização, o transporte da delegação entre São Paulo e Araguari foi viabilizado por meio de projeto financiado pelo Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP).
Fundado em 1997 por Steven Dubner e Eliane Miada, o Magic Hands atua na promoção do esporte adaptado como ferramenta de inclusão social, formação esportiva e melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência.
Já a ADD, criada em 1996 pelos mesmos fundadores, desenvolve projetos ligados ao atletismo, bocha paralímpica, vôlei sentado e basquete em cadeira de rodas. Segundo a entidade, ao longo de quase três décadas, mais de 14 mil pessoas já foram atendidas pelos programas da associação.
O Campeonato Brasileiro Sub-23 também coloca Araguari em evidência dentro do calendário nacional do paradesporto, fortalecendo a presença do Triângulo Mineiro em competições esportivas de relevância nacional.
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