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FIM DA ESCALA 6X1 GANHA FORÇA E MOBILIZA TRABALHADORES EM UBERABA

Debate sobre redução da jornada avança no Congresso, movimenta sindicatos, trabalhadores e setores econômicos da cidade, enquanto proposta é tratada como a maior mudança trabalhista desde a Constituição de 1988.

23/05/2026 às 22h08
Por: Redação
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FIM DA ESCALA 6X1 GANHA FORÇA E MOBILIZA TRABALHADORES EM UBERABA

1. Fim da Escala 6x1 tem data marcada e trabalhadores se aproximam da maior 
vitória na constituião desde 1988, debate movimenta Uberaba:  
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6x1 
está em discussão na Câmara dos Deputados. O relatório da comissão 
especial deve ser apresentado em 25 de maio de 2026 e a expectativa é que a 
votação ocorra no Plenário na mesma semana, em um esforço concentrado até 
27 de maio de 2026.  
2. Quais são as principais reclamações de trabalhadores que atualmente vivem 
na escala 6x1? 
Esgotamento e adoecimento generalizado: A rotina exaustiva de seis dias de 
trabalho por apenas um de descanso compromete a saúde mental e física, sem 
tempo hábil para a recuperação plena. Tendo como um dos motivos principais 
de afastamentos pelo INSS o esgotamento físico e mental, atrelado à jornada 
exaustiva de trabalho. 
Prejuízo à convivência e à vida social: A folga única impede o convívio familiar 
regular, o lazer e o descanso saudável, aprisionando o trabalhador em um ciclo 
focado apenas na subsistência. Sendo que no único dia de folga o trabalhador 
ou trabalhadora tem que dedicar seu tempo aos serviços domésticos, a famosa 
dupla ou tripla jornada. 
Barreira para o crescimento profissional: A escala vigente limita a possibilidade 
de o trabalhador frequentar uma faculdade, cursos técnicos ou se qualificar, 
travando a mobilidade social. Sendo que 82% dos trabalhadores no setor de 
comércio e serviços, onde a jornada predomina, não são remunerados com mais 
de dois salários-mínimos. 
3. Na avaliação do Fórum, o fim da escala poderia trazer impactos positivos para 
questões como saúde mental, qualidade de vida e convivência familiar? 
Redução drástica do adoecimento: Menos horas trabalhadas diminuem o 
estresse crônico e os episódios de burnout, reduzindo o índice de afastamentos 
médicos. 
Potencialização da produtividade: A redução da jornada permite que as pessoas 
trabalhem mais descansadas. O ganho de bem-estar reverte diretamente em 
maior foco, eficiência e engajamento no emprego. Empresas brasileiras que já 
mudaram o modelo provam que a produtividade aumenta imensamente quando 
as pessoas são ouvidas e tratadas com respeito, como relata a empresária 
brasileira: Isabela Raposeiras do ramo de alimentos e bebidas, um setor onde a 
“6x1” também é muito comum. 
Resgate da dignidade e cidadania: Dois dias de folga devolvem minimamente ao 
trabalhador o direito de exercer seu papel na sociedade, conviver com seus filhos 
e usufruir de direitos humanos básicos, como o lazer. 
4. Como o Fórum responde às críticas de que o fim da escala 6x1 poderia 
provocar aumento de custos ou até desemprego? 
Estudos patronais não possuem embasamento técnico: É fundamental 
esclarecer que os levantamentos apresentados pela CNI (Confederação 
Nacional da Indústria) e CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, 
Serviços e Turismo) não possuem rigor científico e partem de premissas 
alarmistas e ultrapassadas e que não englobam uma visão econômica ampla. 
Segundo pesquisadores do Ipea, o estudo da CNC, por exemplo, não demonstra 
de forma transparente como chegou ao cálculo de 21% de aumento de custos. 
Eles ignoram de propósito que trabalhadores descansados rendem mais e 
evitam o ralo financeiro das empresas. E Felipe Pateo afirma: “Mesmo olhando 
só para o custo do trabalho em si, a gente mostra que, matematicamente, não 
tem como esse aumento ser maior do que 10% porque é exatamente o tempo 
de horas que o empregador vai perder em relação ao trabalhador que faz 44 
horas semanais” 
O custo real é marginal, não explosivo: Dados oficiais da nota técnica do Ipea 
comprovam que, ao olhar para o custo operacional total das empresas, o impacto 
da redução da jornada é baixíssimo, variando em torno de apenas 1% nos 
setores de comércio e indústria. 
A concorrência de mercado barra a inflação: Em um mercado competitivo, as 
empresas não repassam preços de forma automática sob o risco de perderem 
clientes para os concorrentes. A margem de lucro comporta a absorção desse 
custo marginal de 1%. 
Histórico brasileiro sem desemprego: O argumento do desemprego não se 
sustenta na história. O Ipea demonstra que elevações reais significativas do 
salário-mínimo, não geraram desemprego ou efeitos negativos no mercado 
formal. O mesmo ocorreu na Constituinte de 1988, quando a jornada caiu de 48 
para 44 horas sem causar demissões. 
Retorno financeiro e estímulo ao comércio local: Experiências reais mostram que 
a redução da jornada derruba as faltas (absenteísmo) e a troca constante de 
funcionários (rotatividade), gerando economia que permitiu a empresários até 
aumentar o salário da equipe. Além disso, a hora liberada do trabalhador gera 
maior consumo em atividades de lazer e serviços, criando uma dinâmica 
altamente positiva na economia local. 
5. O debate sobre a redução da jornada já aparece com frequência entre os 
trabalhadores e sindicatos de Uberaba? 
Pauta central do dia a dia: O fim da jornada de 44 horas semanais anima mais 
de 70% dos trabalhadores de todo o Brasil, dado motivos mostrados 
anteriormente, em Uberaba o cenário não é diferente. Os comentários nas 
redes socias nessa semana relacionados ao assunto demonstra a ansiedade 
do trabalhador uberabense por mais esse avanço. É uma pauta que não é 
somente acadêmica, mas ocupa refeitórios, corredores de universidades, 
terminais de ônibus e lares cada vez mais esperançosos pela presença mais 
frequente de seus entes queridos. 
Sindicatos e movimentos sociais na linha de frente: A luta pelo fim da jornada 
6x1 permeia o debate público desde 2024, que só vem crescendo nos últimos 
dois anos, em manifestações populares na feira da abadia no ano de 2025, o 
Fórum dos Trabalhadores de Uberaba, com movimentos de juventudes e 
centrais sindicais, deu a linha que o fim da escala atual é desejo do trabalhador. 
Estivemos também na marcha da classe trabalhadora no dia 15 de abril de 2026, 
pressionando o congresso em nome dos trabalhadores de Uberaba, em Brasília
DF. No dia primeiro de maio, Dia do Trabalhador, historicamente feito na cidade 
uberabense por centrais sindicais e movimentos populares, a redução da jornada 
também foi a pauta principal, e nesse momento atuamos para que o povo 
conquiste mais essa vitória, a maior em termos trabalhistas desde a constituição 
de 1988. E temos disposição para retornar a capital a depender das atitudes dos 
deputados. 
6. Quais setores da cidade seriam mais impactados por uma eventual mudança 
nesse modelo de trabalho? 
Estímulo ao comércio de bairro e serviços locais: O trabalhador que hoje cumpre 
a escala 6x1 gasta seu único dia de folga resolvendo pendências domésticas ou 
descansando. Com mais tempo livre, esse consumo tende a se descentralizar. 
O cidadão passa a frequentar os pequenos negócios do próprio bairro, fazendo 
o dinheiro circular dentro da economia do município. É claro que tal fato anda de 
mão dadas com a valorização do salário, mas a redução da jornada é um passo 
importantíssimo para cuidar do trabalhador, e é disso que as famílias de Uberaba 
necessitam. 
Retorno aos cursos e qualificação profissional: Uberaba é um polo de educação 
e possui forte tradição universitária e técnica. A jornada extenuante de seis dias 
dificulta que o trabalhador frequente o ensino. A redução da jornada abre espaço 
para que a base do setor de comércio e serviços volte a estudar, aumentando a 
qualificação da mão de obra da cidade a médio e longo prazo. 
Reestruturação no varejo e nas grandes redes: O impacto direto de transição de 
escala será sentido nos setores que concentram o atendimento ao público em 
horários estendidos, como os supermercados, farmácias, magazines e lojas de 
shopping. As grandes empresas que operam na cidade possuem margem de 
lucro, para absorver a reorganização dos turnos sem sobressaltos.

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