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APOIO AO FIM DA ESCALA 6X1 DESPENCA E PRESSA DO CONGRESSO ACENDE NOVO DEBATE NO PAÍS
Nova pesquisa aponta queda no apoio popular à proposta enquanto cresce preocupação com desemprego, aumento de preços e impactos econômicos
26/05/2026 19h08
Por: Redação

Uma nova pesquisa nacional realizada pela AtlasIntel em parceria com o jornal A Tarde apontou queda no apoio popular ao fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. O levantamento mostra que, apesar da proposta ainda registrar maioria formal de apoio, os números vêm diminuindo gradualmente nos últimos meses à medida que o debate avança e os possíveis impactos econômicos passam a ser discutidos.

Segundo os dados divulgados, 56,2% dos brasileiros se declaram favoráveis ao fim da escala 6x1. O percentual, porém, representa uma redução significativa em relação aos levantamentos anteriores. Em março deste ano, pesquisas apontavam apoio próximo de 73%, enquanto no início de maio o índice já havia recuado para cerca de 64%.

A pesquisa também mostra que parte dos entrevistados reconsideraria o apoio caso a mudança provocasse consequências como aumento de preços, fechamento de empresas ou desemprego. Entre os que atualmente defendem o fim da escala, apenas metade afirma manter a posição mesmo diante de possíveis impactos econômicos.

O debate sobre a jornada de trabalho ganhou força nos últimos meses no Congresso Nacional e envolve discussões sobre mudanças nas relações trabalhistas, produtividade e qualidade de vida dos trabalhadores. A proposta vem sendo defendida por setores ligados ao governo federal e parlamentares aliados, mas também enfrenta resistência de entidades empresariais e representantes do setor produtivo.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, afirmou que os dados demonstram uma mudança no comportamento da população diante da discussão sobre os custos da proposta.

Segundo ele, há preocupação principalmente em setores que dependem de funcionamento contínuo, como comércio, bares, restaurantes e prestação de serviços. A percepção de aumento nos custos operacionais aparece entre os fatores mais citados pelos entrevistados.

A pesquisa também identificou que a maioria da população defende cautela antes da aprovação de mudanças definitivas na jornada de trabalho. Cerca de 53% dos entrevistados afirmaram que alterações desse porte deveriam ocorrer somente após estudos detalhados de impacto econômico.

Outro ponto levantado pelo estudo é que a maior parte dos consumidores não demonstra disposição para pagar mais caro por produtos e serviços em troca da redução da jornada de trabalho. Especialistas apontam que o tema pode gerar impactos diretos sobre preços, contratação de mão de obra e funcionamento de empresas em diversos setores da economia.

A discussão sobre o fim da escala 6x1 também vem repercutindo em cidades do Triângulo Mineiro, especialmente entre trabalhadores do comércio, alimentação e serviços, áreas que tradicionalmente utilizam escalas contínuas de funcionamento.