Uberlândia EMPREENDEDORISMO
RECORDE DE ATENDIMENTOS EM UBERLÂNDIA IMPRESSIONA, MAS REALIDADE DE QUEM EMPREENDE AINDA LEVANTA QUESTIONAMENTOS
Sala Mineira do Empreendedor ultrapassa a marca de 1 mil atendimentos presenciais e reforça apoio aos pequenos negócios em um momento de forte crescimento econômico na cidade.
01/06/2026 13h27
Por: Redação

A Sala Mineira do Empreendedor de Uberlândia atingiu a marca de 1 mil atendimentos presenciais, consolidando-se como uma das principais estruturas de apoio aos micro e pequenos empresários do município. A informação foi divulgada pela Prefeitura de Uberlândia, que mantém o serviço em parceria com o Sebrae Minas e a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg).

O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 17h, oferecendo suporte para abertura de empresas, emissão de notas fiscais, regularização de débitos, encerramento de CNPJ e esclarecimento de dúvidas relacionadas à atividade empresarial. Para receber atendimento, o empreendedor deve apresentar documento de identificação e, quando necessário, documentação da empresa.

A estrutura foi criada com o objetivo de desburocratizar processos e facilitar o acesso dos empreendedores aos serviços públicos e orientações especializadas. Desde sua inauguração, a iniciativa vem registrando crescimento constante na procura por atendimentos.

Outro diferencial destacado pela Prefeitura é a presença da Jucemg dentro da Sala Mineira do Empreendedor. Uberlândia foi a primeira cidade do interior de Minas Gerais a oferecer atendimento presencial da Junta Comercial integrado ao espaço, ampliando os serviços disponíveis aos empresários locais.

O avanço acompanha um cenário de forte crescimento econômico. Dados divulgados pela Jucemg apontam que Uberlândia é atualmente a segunda cidade que mais abre empresas em Minas Gerais. Apenas nos primeiros meses de 2026, quase 2,7 mil novos negócios foram registrados no município. O setor de serviços lidera a expansão econômica local.

Apesar dos números positivos, especialistas observam que o aumento na abertura de empresas não significa necessariamente facilidade para quem empreende. Questões como carga tributária, acesso a crédito, custos operacionais e mortalidade empresarial ainda figuram entre os principais desafios enfrentados pelos pequenos negócios em todo o país.

Nesse cenário, a ampliação de serviços de orientação empresarial é vista como uma estratégia para reduzir a informalidade, estimular novos investimentos e fortalecer a economia regional.