

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promoveu, durante a Semana do Meio Ambiente, uma série de mobilizações em diferentes regiões do Brasil com foco na preservação ambiental, no plantio de árvores e na defesa da chamada Reforma Agrária Popular.
As ações integram a Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, realizada entre os dias 5 e 7 de junho, tendo como marco principal o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Segundo o movimento, cerca de 10 mil militantes participaram das atividades em 15 estados brasileiros.
Com o lema "Combater o agronegócio é cuidar da natureza", a mobilização reuniu ações de plantio de mudas, semeadura de sementes, formações, ocupações e atos públicos. De acordo com o MST, mais de 5 mil mudas foram plantadas e aproximadamente 30 toneladas de sementes foram semeadas durante a jornada.
As atividades ocorreram nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Bahia, Alagoas, Paraíba, Piauí, Maranhão e Rondônia.
Durante a mobilização, o MST também apresentou críticas ao modelo de produção associado ao agronegócio, à mineração e à exploração hídrica em larga escala. O movimento atribui a esses setores parte dos impactos ambientais observados no país e defende mudanças na forma de utilização dos recursos naturais.
Segundo Camilo Augusto, integrante da Coordenação Nacional do Plano Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis do MST, as ações buscaram promover o cuidado com a natureza em um contexto de debates sobre legislação ambiental. Já Margarida da Silva, da Coordenação Nacional do MST, afirmou que a iniciativa tem como objetivo apresentar a Reforma Agrária Popular como alternativa para a preservação da biodiversidade e para o enfrentamento dos desafios climáticos.
A mobilização ocorre em um momento de intensificação dos debates sobre sustentabilidade, preservação ambiental e modelos de produção agrícola no Brasil. O tema segue sendo alvo de discussões entre representantes do agronegócio, movimentos sociais, pesquisadores e órgãos ambientais, especialmente diante dos desafios relacionados às mudanças climáticas e à conservação dos biomas brasileiros.
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