O Procon de Araxá emitiu um alerta à população sobre um golpe que vem sendo aplicado contra consumidores que buscam contratar serviços de concreto usinado para obras e reformas. Segundo o órgão, criminosos estão utilizando números de telefone, perfis de WhatsApp e páginas falsas ou adulteradas na internet para se passar por empresas do setor.
De acordo com as informações divulgadas pelo Procon, a fraude geralmente começa quando o consumidor pesquisa por fornecedores de concreto usinado em mecanismos de busca na internet. Ao encontrar contatos adulterados ou páginas falsas, a vítima entra em contato acreditando estar negociando diretamente com uma empresa legítima.
Os golpistas então apresentam orçamentos com valores significativamente inferiores aos praticados pelo mercado local, estratégia utilizada para atrair consumidores interessados em economizar na obra. Após a negociação, é solicitado o pagamento antecipado para garantir o serviço.
O secretário-executivo do Procon Araxá, Ezequiel Borges, destacou que os prejuízos financeiros podem ser elevados.
Segundo o órgão, já foram registradas tentativas de golpe e relatos envolvendo empresas da cidade. Em um dos casos apurados, um orçamento falso foi oferecido por aproximadamente R$ 3 mil, enquanto o valor real do serviço ultrapassava R$ 6 mil.
A diferença expressiva nos preços é apontada como um dos principais indícios de fraude e deve despertar atenção dos consumidores antes de qualquer negociação.
O Procon orienta que os consumidores não realizem pagamentos antecipados sem antes verificar a autenticidade da empresa e confirmar a procedência do orçamento recebido.
Entre as recomendações estão a utilização de canais oficiais de atendimento, a conferência dos números de telefone e contatos informados, além da visita presencial à empresa sempre que possível.
O órgão também reforça que, diante de ofertas muito abaixo dos valores normalmente praticados no mercado, o consumidor deve redobrar os cuidados e buscar informações adicionais antes de fechar qualquer negócio.
A orientação é que eventuais suspeitas sejam comunicadas aos órgãos de defesa do consumidor e às autoridades competentes para auxiliar na identificação dos responsáveis e evitar que novas vítimas sejam prejudicadas.