

Domingo (19), a Copa chega ao fim. E que pena que o sonho do hexa acabou cedo para os brasileiros. Nesta edição do mundial, a seleção brasileira saiu de campo com o pior desempenho em 36 anos. Não teve craque capaz de evitar o vexame, amigo(a) leitor(a).
E por falar em vexame, a Globo passou vergonha com diferentes erros durante a cobertura. Embora tudo esteja sujeito a falhas, é quase impensável que a líder de audiência cometa equívocos, alguns até grotescos, dada a estrutura colossal que o canal possui.
A começar pela aquisição da quantidade de jogos pela emissora, que foi em torno de 55 das 104 partidas. Além disso, outro ponto que chegou a incomodar antes do início da competição foi a animação dos profissionais envolvidos na cobertura que, por vezes, pareceu forçada, como no "Jornal Nacional", por exemplo.
Houve ainda uma chamada no intervalo comercial de uma suposta partida entre Tunísia e Paraguai e durante determinada edição do "Jornal Hoje" foi anunciado um jogo que era exclusivo da concorrência. Pode isso, produção?
O que também deixou a desejar foi o tempo de pré-jogo relativamente curto e aparentemente com maior foco nas entradas ao vivo de repórteres que estavam em bares, restaurantes ou áreas abertas para mostrar o público. E a seleção? Além disso, a Globo tentou trazer o internetês para a televisão com a Virgínia e umas doses escrachadas de humor na "Central da Copa". Não saiu como o esperado.
Por fim, a narração dos jogos do Brasil ficou a cargo de Everaldo Marques que, apesar do bom trabalho, não fugiu do tradicional jeito Globo. A sensação é que ficou faltando alguma coisa e que a emissora não soube fazer o arroz com feijão como o SBT.
Com uma estrutura simples e os dois ex-globais, Galvão Bueno e Tiago Leifert, o SBT está de parabéns por ter feito um arroz com feijão bem temperado. A emissora se esbaldou nos dias em que o Brasil entrou em campo, dedicando várias horas à cobertura da seleção brasileira.
O time de profissionais que o SBT montou trabalhou entrosado e todos os programas souberam mesclar bem o jornalismo com o entretenimento. Se você assistiu, sabe exatamente como foi, amigo(a) leitor(a).
Em alguns momentos, enquanto o SBT estava na cola da seleção brasileira, a Globo parecia deixar o time do Brasil em segundo plano. Em 13 de junho, dia da partida de estreia contra o Marrocos, a líder de audiência mostrava um churrasco no "Caldeirão com Mion".
Já o "Torcida SBT" exibia a saída da seleção brasileira do hotel e a chegada ao estádio em tempo real. A Globo só fez isso um tempo depois, mais próximo das 19h, quando o jogo contra o Marrocos estava prestes a começar.
O Brasil merecia ir mais longe na Copa, quem sabe, até a final. E a emissora fundada por Silvio Santos em 1981 merecia o primeiro lugar na audiência pelo ótimo trabalho realizado.
Outras edições da Copa já foram transmitidas pelo SBT: 1986 no México; 1990 na Itália; 1994 nos Estados Unidos; e 1998 na França. Será que a emissora vai transmitir em 2030?
Em pausa até dia 19 de julho por causa da Copa, o "Tô Indo", programa da TV Integração apresentado por Mário Freitas e que desbrava Minas Gerais em busca de boas histórias, voltará ao ar nas próximas tardes de sábado, amigo(a) leitor(a).
No próximo dia 21, às 22h30, estreia a sexta temporada do "Canta Comigo Teen" na tela da TV Paranaíba. O programa conduzido por Rafa Brites e Felipe Andreoli será exibido nas noites de terça e quarta. No palco da atração, jovens de 9 a 17 anos terão como desafio levantar os 100 jurados ou o maior número possível deles enquanto cantam.
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