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ESPECIALISTA ALERTA QUE SUPLEMENTAÇÃO PODE FAZER DIFERENÇA ANTES, DURANTE E APÓS A GRAVIDEZ
Médica explica como vitaminas e minerais podem contribuir para a saúde da mãe e do bebê, desde o planejamento da gestação até o período de amamentação.
17/07/2026 14h43
Por: Redação

A suplementação nutricional tem se consolidado como uma importante aliada da saúde feminina durante todas as fases da maternidade. Do planejamento da gravidez ao período de amamentação, vitaminas, minerais e outros nutrientes desempenham papel fundamental tanto para o desenvolvimento do bebê quanto para a manutenção da saúde da mãe.

Segundo a médica pediatra especialista em nutrição materno-infantil e suplementação personalizada, Dra. Aline Novato, as necessidades nutricionais variam ao longo da jornada materna, tornando essencial o acompanhamento individualizado para definir quais nutrientes devem ser suplementados em cada etapa.

Saúde começa antes da gravidez

O período de pré-concepção é considerado estratégico para preparar o organismo da mulher para uma futura gestação. Entre os principais nutrientes recomendados estão ácido fólico (ou metilfolato), ferro, vitamina D, ômega-3, colina, iodo e zinco, que contribuem para o desenvolvimento neurológico do bebê, formação dos órgãos, fortalecimento da imunidade e equilíbrio hormonal.

De acordo com a especialista, o ácido fólico merece atenção especial porque o tubo neural do bebê começa a se formar nas primeiras semanas da gestação, muitas vezes antes mesmo da confirmação da gravidez.

Mulheres com mais de 35 anos também podem demandar uma abordagem ainda mais personalizada. Nutrientes como coenzima Q10, magnésio, resveratrol e ômega-3 costumam ser considerados importantes nessa fase por estarem relacionados à qualidade dos óvulos, metabolismo e equilíbrio hormonal.

Necessidades mudam durante a gestação

Ao longo da gravidez, a demanda por nutrientes sofre alterações conforme o desenvolvimento fetal.

No primeiro trimestre, os principais destaques são ácido fólico, vitamina D e ômega-3. Já no segundo trimestre, ferro, proteínas e cálcio passam a ter maior importância devido ao crescimento do bebê. No terceiro trimestre, o foco se concentra no desenvolvimento cerebral fetal, fortalecimento das reservas nutricionais e preparação para o parto e a amamentação.

Segundo o Ministério da Saúde, o pré-natal é essencial para acompanhar a saúde da gestante e identificar precocemente possíveis deficiências nutricionais, permitindo intervenções quando necessárias.

A especialista ressalta, porém, que a suplementação deve ser prescrita de forma individualizada, levando em consideração exames laboratoriais, alimentação, rotina e histórico clínico de cada paciente.

Pós-parto também exige atenção

Após o nascimento do bebê, o organismo feminino continua apresentando elevada demanda nutricional, especialmente durante a recuperação do parto e a produção do leite materno.

Nesse período, nutrientes como ferro, magnésio, vitamina D e ômega-3 continuam sendo importantes. Além disso, deficiências nutricionais podem contribuir para sintomas frequentemente relatados pelas mulheres, como queda de cabelo, fadiga, alterações emocionais e recuperação mais lenta.

Vitaminas do complexo B, biotina, zinco e proteínas também podem auxiliar na recuperação do organismo, sempre mediante orientação profissional.

Alimentação influencia a amamentação

Durante a amamentação, a qualidade da alimentação materna permanece sendo um dos fatores importantes para garantir o adequado aporte nutricional tanto para a mãe quanto para o bebê.

Nutrientes como ômega-3, ferro, vitamina D, magnésio, zinco e vitaminas do complexo B seguem desempenhando papel relevante. O ômega-3, por exemplo, é transferido para o leite materno e participa do desenvolvimento cerebral e neurológico infantil.

Especialistas reforçam que a suplementação não substitui uma alimentação equilibrada e deve ser realizada somente após avaliação médica ou nutricional, respeitando as necessidades individuais de cada mulher.