À frente da SIAMIG Bioenergia e da Bioenergia Brasil, Mário Ferreira Campos Filho destaca os desafios e as oportunidades de um setor estratégico para o futuro energético e econômico do Brasil.
Quando o assunto é transição energética, o Brasil ocupa uma posição privilegiada. Poucos países reúnem condições para produzir energia renovável em larga escala, reduzir emissões e, ao mesmo tempo, fortalecer o agronegócio. Mas transformar esse potencial em desenvolvimento exige mais do que capacidade produtiva: requer diálogo, planejamento e políticas públicas consistentes.
É nesse cenário que atua Mário Ferreira Campos Filho. Presidente da SIAMIG Bioenergia e da Bioenergia Brasil, ele acompanha de perto as transformações que vêm redefinindo o setor sucroenergético. Entre os principais desafios estão a ampliação da competitividade dos biocombustíveis, a segurança jurídica para novos investimentos, o incentivo à inovação e o fortalecimento de uma matriz energética cada vez mais sustentável.
Ao longo de sua trajetória, Mário consolidou-se como uma importante liderança na articulação entre o setor produtivo, governos, parlamentos, universidades e entidades empresariais. Essa interlocução tem sido fundamental para defender pautas que ampliem o protagonismo do etanol, da bioeletricidade e de outras soluções renováveis no processo de descarbonização da economia.
Para o dirigente, o futuro da bioenergia passa pela capacidade do Brasil de criar um ambiente favorável aos investimentos e reconhecer o papel estratégico da cana-de-açúcar na produção de energia limpa, geração de empregos e desenvolvimento regional. Minas Gerais, um dos principais polos sucroenergéticos do país, tem papel relevante nesse processo.
Essa visão também estará presente na Megacana Tech Show Brasil. O evento reúne produtores, empresários, pesquisadores e lideranças públicas para discutir inovação, tecnologia e os rumos da bioenergia. A participação de Mário Campos reforça a importância de aproximar o setor das grandes decisões que definirão o futuro da matriz energética brasileira.
Mais do que discutir o presente da cadeia sucroenergética, o debate aponta para um desafio maior: consolidar a bioenergia como um dos pilares do crescimento sustentável do Brasil, aliando competitividade, inovação e responsabilidade ambiental em um cenário de profundas transformações econômicas e energéticas.