Uberlândia ENERGIA LIMPA
ACORDO ESTUDA USO DE BIOMETANO EM FROTAS DE UBERLÂNDIA
Parceria com a Gasmig avaliará conversão de veículos escolares, pontos de abastecimento e aplicações industriais do combustível renovável
11/08/2026 07h29
Por: Redação

A Prefeitura de Uberlândia e a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) firmaram um protocolo de entendimento para estudar e fomentar o uso do biometano no município e no Triângulo Mineiro. O documento foi assinado na sexta-feira, 7 de agosto, pelo prefeito Paulo Sérgio e pelo presidente da companhia, Gustavo de Marchi.

O acordo estabelece bases para a cooperação institucional entre o Município e a Gasmig durante os próximos 12 meses, com possibilidade de prorrogação. Nesse período, deverão ser identificadas oportunidades e desenvolvidos estudos técnicos, econômicos e ambientais relacionados ao combustível renovável.

Entre as possibilidades previstas está a avaliação da conversão de veículos da frota municipal de transporte escolar para o uso de biometano. O protocolo também inclui estudos sobre a substituição de combustíveis fósseis em outras frotas públicas e privadas.

A assinatura, no entanto, não representa a conversão imediata dos veículos nem o início automático de obras. As possíveis iniciativas ainda dependerão dos estudos de viabilidade, da definição dos projetos, da disponibilidade de recursos e das demais etapas administrativas e regulatórias.

PONTOS DE ABASTECIMENTO E USO INDUSTRIAL

A cooperação deverá avaliar a expansão da infraestrutura de distribuição e a implantação de pontos de abastecimento de biometano em Uberlândia.

O combustível também será analisado como alternativa energética para estabelecimentos industriais e comerciais. Por possuir aplicações semelhantes às do gás natural, o biometano pode ser utilizado em processos produtivos e em veículos adaptados.

O protocolo contempla ainda o desenvolvimento de políticas municipais destinadas a incentivar a produção e o consumo do combustível, além da capacitação técnica e do intercâmbio de experiências sobre transição energética e regulação do setor de gás.

Durante a assinatura, o prefeito Paulo Sérgio afirmou que o acordo considera o interesse na redução das emissões de gases de efeito estufa e o potencial do biometano para promover a descarbonização e o desenvolvimento econômico regional.

Segundo o Município, a parceria também pretende estabelecer canais permanentes de diálogo com empresas, entidades de classe, órgãos reguladores e demais integrantes da cadeia produtiva do biogás e do biometano.

COMO FUNCIONARÁ A COOPERAÇÃO

A Prefeitura e a Gasmig poderão compartilhar dados, estatísticas e informações técnicas não sigilosas consideradas relevantes para os estudos de viabilidade.

As instituições também deverão prestar apoio mútuo em tratativas com órgãos reguladores e outras esferas de governo, além de facilitar o diálogo com produtores, distribuidores, empresas consumidoras e investidores.

O documento prevê a indicação de representantes responsáveis por coordenar as atividades. A cooperação deverá seguir princípios como sustentabilidade ambiental, eficiência energética, transparência administrativa e interesse público.

PLANTA FOI ANUNCIADA EM 2025

A discussão sobre o aproveitamento regional do biometano ganhou força em abril de 2025, durante a Abertura da Safra Mineira de Cana-de-Açúcar, realizada na Usina Vale do Tijuco.

Na ocasião, foi anunciada uma planta de produção de biometano entre Uberlândia e Uberaba, com investimento estimado em R$ 200 milhões.

O projeto foi apresentado a partir de um protocolo firmado entre a Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) e a Mitsui Gás. A proposta prevê o aproveitamento de resíduos do agronegócio para a produção do combustível renovável.

O novo acordo entre Uberlândia e a Gasmig abre outra frente de trabalho, desta vez voltada ao estudo da demanda, da infraestrutura e das possíveis aplicações do biometano no município.

Se os projetos forem considerados viáveis e avançarem para a execução, Uberlândia poderá utilizar sua posição como polo logístico, industrial e agropecuário para ampliar o mercado regional de combustíveis de menor emissão.