O Teatro Municipal de Uberlândia passou a se chamar oficialmente Teatro Municipal de Uberlândia Odelmo Leão. A nova denominação foi estabelecida pela Lei nº 14.830, sancionada pelo prefeito Paulo Sérgio e publicada na quarta-feira, 12 de agosto, no Diário Oficial do Município.
A medida teve origem em um projeto encaminhado pelo Executivo Municipal e aprovado pela Câmara de Vereadores. Com a publicação da lei, o novo nome do espaço público e cultural localizado na Avenida Rondon Pacheco, no bairro Tibery, já está em vigor.
O teatro foi inaugurado em 20 de dezembro de 2012, durante o segundo mandato consecutivo de Odelmo Leão. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o equipamento levou mais de duas décadas entre sua concepção e a conclusão das obras.
Segundo o prefeito Paulo Sérgio, a escolha do nome reconhece a trajetória política de Odelmo e sua participação no desenvolvimento do município.
“Essa denominação preserva a memória coletiva e reconhece institucionalmente os seus feitos prestados à comunidade, além de garantir que as futuras gerações saibam o valor de uma pessoa que participou efetivamente da construção da cidade”, afirmou.
A nova denominação consta na edição nº 7.416 do Diário Oficial de Uberlândia.
Trajetória de Odelmo Leão
Odelmo Leão Carneiro Sobrinho morreu aos 80 anos, em 27 de julho de 2026. Na mesma data, a Prefeitura decretou luto oficial de sete dias no município.
Ao longo de mais de quatro décadas de vida pública, Odelmo exerceu cinco mandatos como deputado federal e ocupou o cargo de secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.
Também foi eleito prefeito de Uberlândia quatro vezes. Comandou a administração municipal entre 2005 e 2012 e, posteriormente, entre 2017 e 2024. Considerando o período da Nova República, foi o político que permaneceu por mais tempo à frente da Prefeitura de Uberlândia.
Projeto começou em 1989
A história do Teatro Municipal começou em 1989, durante a gestão do então prefeito Virgílio Galassi. Naquele ano, o projeto foi apresentado ao arquiteto Oscar Niemeyer por intermédio do então ministro da Cultura, José Aparecido Martins.
A construção começou efetivamente na segunda gestão de Virgílio Galassi, entre 1997 e 2000. Após a preparação do terreno, foram iniciados os trabalhos de sondagem e fundação.
Entre 2001 e 2004, durante o governo de Zaire Rezende, foram realizados procedimentos para regularizar o projeto junto ao Ministério da Cultura e viabilizar a captação de recursos. Nesse período, parte do foyer foi construída.
As obras avançaram durante os dois primeiros mandatos de Odelmo Leão. Em 2009, a Prefeitura regularizou a escritura do terreno e obteve a posse definitiva da área.
Entre 2011 e 2012, foram executados projetos de cenotécnica, iluminação, acabamento e instalações especiais, além da aquisição de poltronas, elevadores, geradores e mobiliário.
Segundo os dados divulgados pela Prefeitura, aproximadamente R$ 25 milhões foram empregados na construção, com recursos municipais e valores captados por meio da Lei Rouanet. Cerca de 80% da obra e 90% do investimento financeiro teriam sido executados durante os dois primeiros mandatos de Odelmo.
Estrutura cultural
O Teatro Municipal ocupa uma área total de 66,6 mil metros quadrados, dos quais aproximadamente 5 mil metros quadrados correspondem à área construída.
O espaço possui 781 poltronas, incluindo assentos adaptados, além de camarins, rouparia, depósitos, salas de aquecimento e áreas administrativas. Também conta com elevadores, rampas e espaços reservados para pessoas com deficiência.
Uma das principais características do projeto é a possibilidade de utilizar o palco tanto para apresentações internas quanto externas. Quando aberto para a praça, o espaço se transforma em um anfiteatro com capacidade estimada para cerca de 20 mil pessoas.
Desde sua inauguração, o teatro recebe espetáculos de música, dança, artes cênicas e outras manifestações culturais produzidas por artistas locais, nacionais e internacionais.