O Rio Uberabinha recebeu 170 mil peixes juvenis de espécies nativas durante uma ação de repovoamento realizada no domingo, 16 de agosto, na Fazenda Estivinha, no distrito de Tapuirama, em Uberlândia.
Nesta etapa, foram soltos 35 mil exemplares de curimba, da espécie Prochilodus lineatus, e 135 mil lambaris-do-rabo-amarelo, também conhecidos como tambiús, da espécie Astyanax altiparanae.
A atividade foi promovida pelo Grupo SOS Mais e contou com apoio e consultoria técnica da Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Sustentabilidade.
Segundo a administração municipal, o peixamento foi autorizado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). A liberação do órgão ambiental é necessária para evitar a introdução de espécies inadequadas e reduzir riscos sanitários e ecológicos.
Segunda ação do ano
O repovoamento realizado em Tapuirama foi o segundo promovido pelo grupo em 2026. A primeira etapa aconteceu em março, na região do bairro Shopping Park, também às margens do Rio Uberabinha.
Naquela ocasião, foram soltos exemplares de curimba, piau-três-pintas, jundiá, lambari-do-rabo-amarelo e pirapitinga. Todas as espécies utilizadas são nativas da bacia.
De acordo com a Prefeitura, os peixes são provenientes da Piscicultura São Francisco, empreendimento registrado junto ao IEF. A procedência controlada é utilizada para acompanhar as condições sanitárias e genéticas dos exemplares destinados ao repovoamento.
Recuperação da fauna aquática
A soltura busca contribuir para a recuperação dos estoques de espécies nativas e para a manutenção da cadeia alimentar e dos ciclos ecológicos do Rio Uberabinha.
Os resultados do repovoamento, entretanto, também dependem das condições ambientais do rio, como qualidade da água, conservação das margens, disponibilidade de alimento e preservação dos locais de reprodução.
O secretário municipal de Gestão Ambiental e Sustentabilidade, Dilson Dalpiaz, afirmou que a ação representa uma cooperação entre voluntários e poder público na conservação dos recursos naturais.
“A soltura de espécies nativas, realizada de forma autorizada e com acompanhamento técnico, contribui para a manutenção da biodiversidade e o equilíbrio do ecossistema”, declarou.
O Município não informou se será realizado um acompanhamento posterior para medir a sobrevivência e a adaptação dos peixes soltos nesta etapa.