O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tupaciguara, denunciou 31 pessoas após investigação realizada no âmbito da Operação Mens Occulta, conduzida pela Polícia Federal.
A apuração envolve suspeitas de tráfico interestadual de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As condutas são atribuídas aos denunciados de forma individualizada, conforme a participação apontada pelo Ministério Público.
A apresentação da denúncia não representa condenação. Os fatos apontados pelo MPMG ainda estão sujeitos à análise da Justiça, com garantia do direito de defesa aos denunciados.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a investigação teve início após a apreensão de aproximadamente 312 quilos de cocaína, em setembro de 2024, no Triângulo Mineiro.
Com o avanço das investigações, foram identificadas conexões com outros carregamentos de drogas interceptados entre 2024 e 2026.
De acordo com a denúncia, a apuração relaciona os investigados a dez grandes carregamentos, que, somados, ultrapassam 2,2 toneladas de cocaína. Também foram registradas apreensões de outras substâncias, armas e dinheiro em espécie.
Outro ponto analisado durante a investigação envolve movimentações financeiras que, segundo o Ministério Público, ultrapassam R$ 79 milhões.
A denúncia aponta suspeitas envolvendo a utilização de empresas, contas bancárias de terceiros e bens registrados em nome de outras pessoas como parte de mecanismos que teriam sido utilizados para movimentação financeira e ocultação patrimonial.
Essas circunstâncias integram a acusação apresentada pelo Ministério Público e ainda serão analisadas no processo judicial.
A Operação Mens Occulta teve etapas anteriores realizadas pela Polícia Federal, com cumprimento de mandados em diferentes municípios e estados.
A investigação alcançou cidades do Triângulo Mineiro, incluindo Uberaba, durante o cumprimento de medidas judiciais.
A realização de diligências em determinado município, entretanto, não significa que todos os fatos descritos na denúncia tenham ocorrido naquela cidade.
Além da responsabilização criminal nos termos apresentados na denúncia, o Ministério Público pediu à Justiça a manutenção de medidas cautelares e o perdimento de bens apreendidos ou submetidos a restrições durante a investigação.
O MPMG também requereu a fixação de R$ 10 milhões como valor mínimo de reparação, considerando os danos apontados na denúncia e o dano moral coletivo alegado pelo órgão.
O valor é um pedido do Ministério Público e depende de decisão da Justiça.
O caso seguirá os trâmites judiciais, com análise das acusações apresentadas pelo MPMG e garantia do direito de defesa aos denunciados.