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CÁRMEN LÚCIA PEDE DESCULPAS AO POVO BRASILEIRO E DIZ QUE CORTE GEROU “INTRANQUILIDADE”

Ministra lamentou a crise enfrentada pelo Supremo, criticou a exposição do tribunal e votou pela manutenção separada das análises envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça

15/09/2026 às 22h38
Por: Redação Fonte: Supremo Tribunal Federal e Agência Brasil.
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CÁRMEN LÚCIA PEDE DESCULPAS AO POVO BRASILEIRO E DIZ QUE CORTE GEROU “INTRANQUILIDADE”

A ministra Cármen Lúcia pediu desculpas à população brasileira durante a sessão extraordinária realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15). Em sua manifestação, ela lamentou a crise enfrentada pela Corte e afirmou que os acontecimentos dos últimos dias provocaram um “mal-estar cívico” no país.

Cármen Lúcia também demonstrou preocupação com o fato de a atenção da sociedade estar concentrada nas tensões envolvendo o Supremo a menos de 20 dias das eleições.

“O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade”, declarou a ministra.

PEDIDO DE DESCULPAS

Durante a manifestação, Cármen Lúcia afirmou que gostaria de ter contribuído de maneira mais efetiva para acalmar a situação. Ela também criticou a “espetacularização” do caso e da própria sessão.

“Eu peço desculpas ao povo brasileiro”, afirmou.

O pedido de desculpas não representou o reconhecimento de qualquer irregularidade. A ministra se referia ao fato de não ter conseguido, segundo sua própria avaliação, ajudar a reduzir a crise institucional e transmitir a serenidade esperada do Poder Judiciário.

JULGAMENTO FOI SUSPENSO

A sessão discutiu questões relacionadas à Petição 16.662, que envolve a possibilidade de prosseguimento de uma apuração sobre Alexandre de Moraes a partir de um relatório da Polícia Federal relacionado ao caso Banco Master.

O documento reúne supostas mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e menções ao ministro. Moraes nega ter cometido irregularidades e questiona a legalidade do relatório.

Durante a votação, Cármen Lúcia acompanhou o presidente do STF, Edson Fachin, e se posicionou contra a união dessa análise com outro procedimento relacionado ao ministro André Mendonça.

O placar provisório ficou em 4 votos a 3 pela manutenção dos casos separados. O ministro Flávio Dino, no entanto, pediu vista e suspendeu a conclusão do julgamento. Dessa forma, ainda não houve uma decisão definitiva sobre a possível abertura de investigação.

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