
Marília Campos (PT) foi eleita senadora por Minas Gerais nas eleições deste domingo (4), com 3.984.339 votos. A ex-prefeita de Contagem terminou em segundo lugar na disputa e conquistou uma das duas cadeiras disponíveis para o estado no Senado Federal.
A outra vaga ficou com Domingos Sávio (PL). Os dois exercerão mandatos de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027 e término em 31 de janeiro de 2035.
A vitória marca a chegada de Marília ao Senado pela primeira vez, após uma trajetória que reúne atuação no movimento sindical, na Câmara Municipal de Contagem, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e no Executivo municipal.
Da atuação sindical à política
Natural de Ouro Branco, Marília Campos é formada em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Antes de ocupar cargos eletivos, presidiu o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte entre 1990 e 1995.
Em 2000, foi eleita vereadora de Contagem. Dois anos depois, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Voltou a ser eleita deputada estadual em 2014 e 2018.
Sua trajetória no Legislativo estadual incluiu propostas relacionadas à prevenção da criminalidade e ao enfrentamento da violência doméstica, entre outros temas.
Quatro eleições para a Prefeitura de Contagem
Marília foi a primeira mulher eleita prefeita de Contagem. Venceu a disputa municipal em 2004 e foi reeleita em 2008. Depois de retornar à Assembleia, voltou a conquistar a prefeitura nas eleições de 2020 e 2024.
Em 2026, deixou o comando do município para disputar o Senado pelo Partido dos Trabalhadores. Com a vitória deste domingo, passa da administração municipal para a representação de Minas Gerais no Congresso Nacional.
Mandato até 2035
Como senadora, Marília participará da elaboração e votação de leis federais, da análise do orçamento da União e da fiscalização do Poder Executivo. Também terá atuação nas competências específicas do Senado, como a análise de indicações para determinados cargos públicos.
Nas eleições de 2026, foram disputadas duas vagas ao Senado em cada estado e no Distrito Federal. Cada eleitor pôde escolher dois candidatos diferentes, e as cadeiras foram destinadas aos dois mais votados, sem realização de segundo turno.