A morte de uma funcionária de um instituto de pesquisa sobre a peste levou autoridades russas a adotar medidas de quarentena na Sibéria. A trabalhadora apresentou pneumonia de origem ainda desconhecida, e não há confirmação de que a morte tenha sido causada pela bactéria responsável pela peste.
Ela trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, no sudeste da Sibéria, e morreu em um hospital de Shelekhov, cidade próxima. Pessoas que tiveram contato com a funcionária foram colocadas sob acompanhamento médico.
O hospital onde ela recebeu atendimento passou a operar sob quarentena, com restrições à entrada e à saída de pacientes. As medidas foram adotadas enquanto as autoridades investigam a origem da pneumonia.
Relatos não confirmados sobre uma possível infecção por peste circularam na imprensa e nas redes sociais. O órgão russo de vigilância sanitária, porém, informou que não encontrou evidências de acidente envolvendo o manuseio de agentes infecciosos no instituto.
As autoridades também afirmaram que não identificaram, nas amostras da paciente, microrganismos relacionados às atividades profissionais que ela desempenhava.
A investigação permanece em andamento. Até o momento, as medidas de quarentena e o acompanhamento dos contatos têm caráter preventivo e não representam a confirmação de um surto de peste.