Brasil URGENTE
ULA E FLÁVIO BOLSONARO FECHAM ACORDO PARA ABRIR SIGILOS BANCÁRIOS, FISCAIS E TELEFÔNICOS
Entendimento foi formalizado nesta quinta-feira (22), no TSE, e prevê divulgação simultânea das informações; liberação dos dados ainda depende de decisão judicial.
22/10/2026 16h54
Por: Redação Fonte: Jovem Pan, Folha de S.Paulo, Agência Brasil e Poder360 — publicações consultadas em 22 de outubro de 2026.

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversários no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, formalizaram nesta quinta-feira, 22 de outubro, um acordo para a abertura simultânea de seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos.

O entendimento foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, após dias de negociações, desafios públicos e divergências entre representantes das duas candidaturas.

O documento prevê a autorização para a abertura dos dados, mas a divulgação efetiva das informações ainda depende de decisão judicial. O pedido está sob análise do ministro André Mendonça.

Campanhas formalizam entendimento no TSE

Representantes das duas candidaturas estiveram no Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira para tratar das condições de divulgação das informações.

Segundo a Jovem Pan, o documento encaminhado ao ministro André Mendonça autoriza a abertura imediata, total e simultânea dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos.

A autorização de Lula foi assinada pelo próprio presidente. Flávio Bolsonaro foi representado por sua advogada, Maria Claudia Bucchianeri, que assinou por procuração.

Pela campanha petista, participaram das tratativas representantes políticos e partidários, entre eles o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o senador Camilo Santana.

Do lado de Flávio Bolsonaro, estiveram presentes Maria Claudia Bucchianeri e Deltan Dallagnol.

O entendimento prevê que as informações sejam disponibilizadas ao público, desde que cumpridas as condições estabelecidas e autorizada a divulgação.

Acordo também envolve familiares e empresas

A proposta não se limita aos dados pessoais dos dois candidatos.

No caso de Lula, o pedido envolve informações de familiares, do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras.

Em relação a Flávio Bolsonaro, as negociações também incluíram informações de familiares, empresas relacionadas ao senador, contas no exterior e mensagens trocadas com o empresário Daniel Vorcaro.

Um dos pontos de divergência durante as tratativas foi a inclusão de informações da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz.

A holding também apresentou manifestação ao TSE aceitando a abertura de seus dados e negando que Flávio Bolsonaro tenha sido seu sócio, administrador ou beneficiário.

A inclusão de terceiros e empresas no acordo não significa que todos os documentos já tenham sido apresentados ou tornados públicos.

Divergências permaneceram após o acordo

Mesmo com o entendimento formalizado, as campanhas continuaram divergindo sobre a apresentação e a análise dos documentos.

Representantes de Flávio Bolsonaro defenderam a possibilidade de verificar previamente o material apresentado pela campanha de Lula.

Já aliados do presidente sustentaram que a abertura das informações deveria ocorrer simultaneamente, conforme os termos negociados.

As manifestações ocorreram após uma sequência de cobranças públicas entre os dois lados sobre o cumprimento do desafio de transparência.

Divulgação ainda depende de decisão judicial

A proposta foi encaminhada ao ministro André Mendonça, responsável pela análise do pedido no TSE.

As campanhas trabalham com a possibilidade de tornar as informações públicas ainda nesta quinta-feira (22), antes do debate presidencial previsto para sexta-feira (23).

Reportagens publicadas ao longo do dia mencionam prazos distintos para a apresentação e divulgação dos documentos, incluindo o limite de 23h59.

Até a conclusão desta conferência, as fontes consultadas confirmavam o acordo, mas não uma decisão definitiva determinando a divulgação integral dos dados.

Portanto, o compromisso firmado não deve ser confundido com a efetiva abertura pública dos sigilos.

Entenda como começou a discussão

A negociação teve início após um desafio apresentado por Lula durante o debate presidencial realizado no domingo, 18 de outubro, pela Band.

Na ocasião, o presidente propôs a abertura de informações financeiras e telefônicas dos candidatos e de seus familiares.

Flávio Bolsonaro apresentou condições para aceitar a proposta, dando início a uma série de negociações sobre quais documentos, pessoas e empresas seriam incluídos.

O impasse ganhou novos desdobramentos ao longo da semana, até o acordo formalizado nesta quinta-feira.

Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 25 de outubro de 2026.

Fontes: Jovem Pan, Folha de S.Paulo, Agência Brasil e Poder360 — publicações consultadas em 22 de outubro de 2026.