Uberlândia está no centro das atenções — e do dinheiro. Só em 2025, o município já contabiliza R$13,4 bilhões em investimentos privados, sendo R$7,3 bilhões vindos de empresas multinacionais que enxergam na cidade um território fértil para expansão. França, Alemanha, Bélgica, Estados Unidos, Israel e Grã-Bretanha estão entre os países que decidiram fincar bandeira no Triângulo Mineiro.
O movimento é fruto de uma estratégia clara da atual gestão: internacionalizar Uberlândia. E o prefeito Paulo Sérgio tem sido o rosto dessa ofensiva global. De Londres a Xangai, ele vem participando de feiras, fóruns e missões empresariais, apostando em inovação, tecnologia e novos empregos como pilares do futuro econômico da cidade.
“Queremos que Uberlândia seja a porta de entrada do Brasil. Nosso objetivo é consolidar o município como um dos principais hubs de desenvolvimento econômico e tecnológico do país”, afirmou o prefeito, durante a missão que cumpre nesta semana na China, integrando a comitiva do Governo de Minas e da FIEMG.
Entre os compromissos do chefe do Executivo estão participações no Brazil China Business Forum e na Feira China International Import Expo 2025 (CIIE), além de uma visita à cidade chinesa de Zhoukou, considerada “cidade amiga” de Uberlândia desde maio deste ano.
As multinacionais que já confirmaram presença ou expansão no município incluem:
Haifa (Israel), Lactalis, Obramax e Savencia/Polenghi (França), RT-One e Innovative (EUA), Bayer (Alemanha), Carmeuse (Bélgica) e BAT (Grã-Bretanha). O conjunto dessas empresas promete gerar milhares de empregos e consolidar Uberlândia como um dos polos mais dinâmicos do país em tecnologia, indústria e serviços.
O entusiasmo é inegável, mas o debate cresce nas ruas e nos bastidores: esses bilhões vão, de fato, melhorar a vida dos uberlandenses? Especialistas e líderes comunitários alertam que o sucesso econômico precisa vir acompanhado de investimentos sociais, habitação, transporte e qualificação de mão de obra — sob risco de criar uma “ilha de progresso cercada por desigualdade”.
Enquanto a cidade celebra sua ascensão internacional, a população espera ver, no dia a dia, o reflexo desses números gigantescos. Uberlândia pode estar se tornando o novo eldorado dos negócios, mas o verdadeiro ouro ainda é transformar esse boom em qualidade de vida real para quem vive ali.