Uberaba iniciou uma nova operação de monitoramento do mosquito Aedes aegypti após registrar índices preocupantes de infestação no início de 2026. Aproximadamente 160 agentes de endemias estão mobilizados para vistoriar cerca de 8 mil imóveis até este sábado (7), com o objetivo de identificar focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A ação começou na terça-feira (3) e corresponde ao segundo levantamento de infestação realizado no município neste ano. O trabalho ocorre em um momento de atenção para a chegada do período mais quente e chuvoso, quando o acúmulo de água pode favorecer a reprodução do mosquito.
O primeiro levantamento de 2026, realizado em janeiro, apontou índice de infestação de 6,55%, considerado situação de risco de epidemia pelos parâmetros utilizados na vigilância epidemiológica. O percentual ficou acima dos 3,5% registrados em novembro de 2025, mas abaixo dos 8,1% identificados em janeiro daquele ano.
TRÊS BAIRROS REGISTRARAM ÍNDICES SUPERIORES A 10%
Os dados do levantamento anterior mostraram uma situação especialmente preocupante em determinadas regiões de Uberaba.
Os bairros Abadia, Fabrício e Tancredo Neves apresentaram índices de infestação superiores a 10%, indicando elevada presença de imóveis com focos do Aedes aegypti nas áreas pesquisadas.
Os resultados também mostraram que a maior parte dos criadouros identificados estava localizada dentro das residências, reforçando a importância da participação dos moradores nas ações preventivas.
É importante destacar que os percentuais correspondem à pesquisa anterior, realizada em janeiro. Eles não representam necessariamente a situação atual dos bairros, que será conhecida após a conclusão do novo levantamento.
CERCA DE 160 AGENTES VÃO PERCORRER 18 REGIÕES DA CIDADE
A nova pesquisa contempla 18 regiões urbanas, chamadas de estratos, distribuídas pelo município.
Durante as visitas, os agentes verificam imóveis e recipientes que possam acumular água, identificam possíveis criadouros e coletam informações utilizadas para calcular os indicadores de infestação.
O procedimento é conhecido como Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), metodologia que permite mapear a distribuição do mosquito e orientar as ações de controle.
A diretora de Vigilância em Saúde, Fernanda Luiza Mendonça Oliveira, destacou a importância da colaboração dos moradores para que as equipes consigam realizar as inspeções e orientar as famílias.
A expectativa é que os resultados sejam divulgados até 13 de novembro, permitindo identificar as regiões que exigem maior atenção das autoridades sanitárias.
CHUVAS E CALOR EXIGEM ATENÇÃO REDOBRADA
A chegada do período chuvoso aumenta a preocupação com a formação de criadouros do mosquito, especialmente em recipientes deixados ao ar livre.
Pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas obstruídas, caixas-d'água destampadas e outros objetos capazes de acumular água podem favorecer a reprodução do Aedes aegypti.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que a população elimine os focos e mantenha os cuidados preventivos de forma contínua, mesmo quando não houver casos conhecidos de dengue na vizinhança.
O índice de infestação mede a presença do mosquito nos imóveis pesquisados e não deve ser confundido com a quantidade de pessoas infectadas pela doença.
RESULTADO DEVE ORIENTAR NOVAS AÇÕES DE COMBATE
Com a conclusão das visitas prevista para sábado (7), as equipes deverão consolidar os dados coletados para identificar os locais de maior concentração de focos.
O levantamento permitirá comparar a situação atual com os resultados anteriores e direcionar as estratégias de prevenção e controle nas regiões mais afetadas.
A divulgação está prevista para 13 de novembro. Até lá, o índice de 6,55% registrado em janeiro permanece como a referência histórica apresentada pela administração municipal para explicar a necessidade da nova operação.
A orientação das autoridades sanitárias é que os moradores recebam os agentes identificados e mantenham a eliminação de possíveis criadouros como parte da rotina doméstica.