

Meteorologistas acenderam o sinal de alerta para Minas Gerais diante da possibilidade de atuação de um ciclone extratropical nos próximos dias. O fenômeno, que deve se formar inicialmente no Rio Grande do Sul, tende a avançar em direção ao oceano, mas seus efeitos podem provocar instabilidade atmosférica em todo o estado, incluindo o Triângulo Mineiro.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre os dias 5 e 8 de dezembro, áreas de baixa pressão associadas ao ciclone devem favorecer a formação de temporais, pancadas de chuva isoladas, rajadas de vento e elevação da umidade. No Triângulo Mineiro, cidades como Uberlândia, Uberaba, Araguari, Patos de Minas e Araxá aparecem na zona de atenção para chuvas típicas de verão, que podem ocorrer com intensidade em curtos períodos.
O que esperar no Triângulo Mineiro
De acordo com o meteorologista Lizandro Gemiacki, do Inmet, o ciclone não deve atingir diretamente o território mineiro com força máxima, mas atuará como indutor de instabilidade, ampliando a ocorrência de temporais, especialmente no período da tarde e da noite.
No Triângulo Mineiro, o risco maior está associado a:
O cenário chama atenção principalmente após vários municípios já registrarem volumes significativos de chuva nos primeiros dias de dezembro.
Chuva acima da média em dezembro
De acordo com dados do Inmet, dezembro costuma ser um dos meses mais chuvosos do ano em Minas Gerais. Em Belo Horizonte, por exemplo, a média histórica é de 339,1 mm, e a tendência para este ano é de volumes acima da média em diversas regiões do estado.
A Defesa Civil de Minas Gerais aponta que há previsão de chuva em 17 dias do mês, reforçando o cenário clássico do período chuvoso, inserido na atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) — um corredor de umidade que conecta a Amazônia às regiões Centro-Oeste e Sudeste.
Quando essa condição se soma à passagem de frentes frias e à formação de ciclones no Sul do país, o risco de instabilidade aumenta em todo o eixo central do Brasil.
Fenômeno comum, mas que exige atenção
Especialistas reforçam que, apesar do nome causar apreensão, ciclones extratropicais são comuns nesta época do ano e não devem ser confundidos com furacões. Eles se caracterizam por áreas de baixa pressão com circulação de ventos no sentido horário no Hemisfério Sul, favorecendo a formação de nuvens carregadas.
A orientação é que a população acompanhe os alertas da Defesa Civil e do Inmet, evite áreas de risco durante chuvas intensas e redobre a atenção no trânsito urbano e em rodovias da região.
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