A Câmara Municipal de Uberaba aprovou, em primeiro turno, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) que estima a receita e fixa as despesas do município para o exercício de 2026. O orçamento aprovado ultrapassa R$ 2,6 bilhões e define as prioridades da administração pública para o próximo ano.
A votação aconteceu nesta sexta-feira (05) e foi marcada por uma longa sessão de aproximadamente seis horas. Todos os vereadores presentes votaram favoravelmente ao projeto — foram 20 votos, já que o presidente da Casa Legislativa não vota.
No total, 371 emendas foram apresentadas pelos 21 vereadores, incluindo emendas impositivas, de remanejamento e de texto. Destas, 10 foram rejeitadas, 76 retiradas e 285 emendas impositivas foram aprovadas. Apenas os vereadores Samuel Pereira e Varciel Cabeleireiro retiraram propostas, enquanto Fernando Mendes e Luiz da Farmácia foram os únicos que não apresentaram emendas impositivas.
A LOA é um dos principais instrumentos de planejamento do município e segue as diretrizes do Plano Plurianual (PPA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), respeitando ainda as normas da Lei de Responsabilidade Fiscal e as orientações do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.
O texto também destacou a participação popular na construção do orçamento. Uma audiência pública realizada nos dias 16 e 17 de julho, no Anfiteatro da Prefeitura Municipal, contou com a presença de 92 cidadãos e resultou na formalização de 39 propostas, que indicaram como prioritárias ações nas áreas de saúde, educação, agronegócio, assistência social, meio ambiente, esporte e lazer, administração e mobilidade urbana.
Do total aprovado, que chega a R$ 2.665.997.922,77, os recursos foram distribuídos entre 22 áreas. A Secretaria de Saúde recebeu a maior parcela, com R$ 658,8 milhões, seguida pelo saneamento, com R$ 493,1 milhões, e pela Educação, com R$ 463 milhões. A Previdência Social contará com R$ 327,9 milhões, enquanto a administração terá R$ 291,3 milhões.
Já setores considerados estratégicos, como urbanismo, segurança pública, gestão ambiental e cultura, ficaram com valores mais modestos. O urbanismo recebeu R$ 111,7 milhões, a segurança pública R$ 24,7 milhões, a gestão ambiental R$ 15,2 milhões e a cultura R$ 11,4 milhões, números que tendem a gerar debate sobre prioridades e equilíbrio dos investimentos públicos.
A proposta ainda passará por votação em segundo turno antes de ser definitivamente aprovada.