Geral Rodovia
Carga de 700 toneladas para a BR-153 e transforma estrada em gargalo no Triângulo Mineiro
Estrutura de 123 metros avança lentamente entre Prata e o Trevão, provoca filas, interdições temporárias e reacende debate sobre impactos do transporte de cargas gigantes nas rodovias federais
19/12/2025 19h53
Por: Redação

O deslocamento de uma carga superdimensionada voltou a chamar a atenção de motoristas e autoridades na BR-153, no trecho entre Prata e o Trevão, no Triângulo Mineiro. Com cerca de 123 metros de comprimento e peso aproximado de 700 toneladas, a estrutura ocupa grande parte da pista, provocando lentidão intensa, filas quilométricas e interrupções temporárias no tráfego para garantir a segurança.

 

Por conta das dimensões da carga, o avanço acontece de forma extremamente lenta e exige um esquema especial de operação, com paradas estratégicas ao longo do percurso para minimizar os impactos no fluxo de veículos. Mesmo assim, motoristas que passam pelo trecho enfrentam redução significativa da velocidade e longos períodos de espera.

 

Segundo as informações divulgadas, a previsão é que o comboio encerre o deslocamento do dia no km 76 da BR-153, na região do Posto Tijuco, entre Prata e o Trevão, onde a carga deve permanecer durante a noite. A viagem será retomada apenas na segunda-feira (22), seguindo em direção a Itumbiara (GO) e, posteriormente, ao destino final em Edealina (GO).

 

A carga saiu do Porto de Santos (SP) e já cruzou diversas cidades do Triângulo Mineiro, como Uberlândia, Uberaba, Patos de Minas e Patrocínio. Toda a operação é acompanhada pela Polícia Rodoviária Federal, pela empresa responsável pelo transporte e pela concessionária que administra o trecho, devido aos riscos envolvidos e à necessidade de controle rigoroso do tráfego.

 

A estrutura transportada integra um sistema de moagem industrial e exige cuidados especiais durante todo o trajeto. O episódio reacende discussões sobre os impactos logísticos, econômicos e de mobilidade causados pelo transporte de cargas gigantes em rodovias federais, especialmente em regiões de grande fluxo, onde qualquer interrupção gera reflexos imediatos para motoristas e para o transporte de mercadorias.