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Uberlândia pressiona por solução definitiva e quer Anel Viário Ayrton Senna dentro da concessão da Ecovias do Cerrado
Município aposta em concessão para destravar investimentos, reduzir trânsito pesado e evitar colapso viário no principal eixo logístico do Triângulo Mineiro
20/12/2025 09h01
Por: Redação

A Prefeitura de Uberlândia intensificou a articulação junto ao Governo Federal para garantir a inclusão do Anel Viário Ayrton Senna (LMG-749) no contrato de concessão da Ecovias do Cerrado, concessionária responsável pelos trechos urbanos das BR-365 e BR-050. A medida é vista como estratégica para destravar investimentos estruturantes e resolver gargalos históricos da mobilidade urbana.

 

A solicitação foi apresentada durante reunião em Brasília com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e prevê a inclusão do trecho no estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA), passo indispensável para que as obras sejam incorporadas formalmente ao contrato de concessão.

 

Um anel viário sobrecarregado

 

Com cerca de 11 quilômetros de extensão, o Anel Viário Ayrton Senna é considerado peça-chave para a conexão entre as BRs 365 e 050 e para o escoamento logístico da região. Atualmente, o trecho sofre com desgaste acelerado do pavimento, alto volume de veículos pesados, congestionamentos frequentes e aumento no risco de acidentes — problemas que afetam diretamente a qualidade de vida da população urbana.

 

Segundo a administração municipal, a duplicação do anel, a criação de novos entroncamentos e a requalificação estrutural do pavimento são medidas urgentes. A proposta busca transferir a gestão do trecho para o modelo de concessão, garantindo investimentos contínuos, manutenção adequada e padrões mais elevados de segurança viária.

 

Movimento alinhado ao Triângulo Mineiro

 

A iniciativa de Uberlândia segue uma tendência já observada em outras cidades do Triângulo Mineiro, como Uberaba, onde trechos concedidos das BRs passaram por duplicações, melhorias de sinalização e redução significativa de acidentes após a entrada de concessionárias privadas.

 

Especialistas em logística apontam que a região é um dos maiores corredores de transporte de cargas do país, conectando Minas Gerais a Goiás, São Paulo e ao Distrito Federal. Sem investimentos robustos em anéis viários e acessos urbanos, o risco é de estrangulamento da malha viária e perda de competitividade econômica.

 

Histórico de articulações

 

Em junho deste ano, o prefeito de Uberlândia já havia tratado do tema em reunião com o então ministro dos Transportes, quando ficou sinalizada a possibilidade de inclusão do Anel Viário Norte e dos trechos urbanos das BRs no contrato da Ecovias do Cerrado. Agora, com o avanço das tratativas técnicas, o município aposta em uma resposta mais concreta do governo federal.

 

Para a Prefeitura, a concessão é hoje o caminho mais viável para acelerar obras, garantir padrão técnico elevado e aliviar o tráfego pesado dentro do perímetro urbano, preservando a segurança viária e a qualidade de vida da população.

 

Infraestrutura como eixo de desenvolvimento

 

A discussão sobre o Anel Viário Ayrton Senna vai além do trânsito. Ela toca diretamente no modelo de desenvolvimento regional, na eficiência logística e na capacidade de Uberlândia de continuar exercendo seu papel como polo econômico do Triângulo Mineiro.

 

A expectativa do município é que a inclusão no contrato de concessão represente um divisor de águas na mobilidade urbana, transformando um ponto crítico da malha viária em um eixo moderno, seguro e compatível com a importância estratégica da cidade.