Uberaba voltou ao centro das conversas políticas com a divulgação de uma enquete no grupo de WhatsApp “Política Uberaba 2026”, espaço que há quase uma década reúne lideranças, comunicadores, servidores públicos, profissionais liberais e cidadãos atentos aos rumos da cidade. O levantamento, criado na plataforma Google Forms, busca identificar tendências do eleitorado para as eleições deste ano e já provoca reflexões profundas sobre o futuro político do município.
A movimentação ocorre em um momento sensível. A cidade está sem representante na Câmara Federal e isso tem reflexos diretos na capacidade de articulação por recursos. Em entrevista para uma rádio da cidade o pré-candidato Franco Cartafina lembrou que cada deputado federal dispõe hoje de cerca de cinquenta milhões de reais em emendas parlamentares. Em quatro anos, o volume de recursos que Uberaba deixou de receber é expressivo.
O alerta não é apenas financeiro. A ausência de voz própria em Brasília também enfraquece a presença da cidade em debates estratégicos. Cartafina recordou sua atuação como relator do projeto que modernizou o Código de Defesa do Consumidor no tema do superendividamento, mostrando como a representação política interfere diretamente em temas que impactam a vida real das pessoas e o próprio mercado local.
Nesse cenário, a enquete ganha peso simbólico. Ela não define resultados, mas revela humores, expectativas e inquietações de um eleitorado que começa a se movimentar. Uberaba demonstra querer voltar a ocupar espaço no mapa político mineiro e nacional.
É nesse ponto que os nomes locais ganham relevância. Entre os pré-candidatos que surgem no debate, os vereadores do PSDB, Túlio Micheli e Thiago Mariscal, despontam como figuras que representam uma nova geração política da cidade. Ambos construíram trajetórias baseadas em presença cotidiana, diálogo com a população e atuação firme na Câmara Municipal.
Túlio Micheli consolidou-se como um vereador atento às demandas urbanas, com forte atuação em temas ligados à mobilidade, infraestrutura e qualidade de vida. Seu discurso combina pragmatismo administrativo com sensibilidade social, algo raro em tempos de polarização vazia.
Thiago Mariscal, por sua vez, vem se destacando pela postura técnica, pela defesa de políticas públicas estruturantes e pela capacidade de articulação com diferentes setores. Sua atuação projeta uma imagem de maturidade política que ultrapassa os limites do Legislativo municipal.
Ambos representam algo que Uberaba vem pedindo há anos: nomes com raízes na cidade, leitura do território e visão de futuro. Não são apenas candidatos potenciais, mas símbolos de um movimento que tenta recolocar o município como protagonista, e não apenas espectador, das grandes decisões.
A enquete segue aberta até o fim do mês, mas o debate já está lançado. Mais do que escolher nomes, Uberaba começa a discutir que tipo de representação quer ter. Em um cenário onde cada cadeira em Brasília pode significar milhões em investimentos e influência real, a eleição de 2026 deixa de ser distante. Ela já começou nas conversas, nas telas e na consciência de uma cidade que não quer mais ficar fora do jogo.