A Prefeitura de Uberlândia já colocou em circulação as guias online do IPTU 2026 e, com isso, antecipou um tema que sempre mexe com o cotidiano da cidade: o peso dos impostos no bolso do contribuinte. Desde a semana passada, os moradores podem acessar os valores diretamente pelo Portal da Prefeitura ou pelo Portal do Cidadão, com a opção de quitar o tributo integralmente ou programar o pagamento parcelado.
Quem optar pelo pagamento em parcela única até o dia 27 de fevereiro terá direito a 5 por cento de desconto no valor total. Também será possível pagar o imposto integralmente, sem desconto, até 31 de março. Após essa data, passam a incidir juros pela taxa Selic acumulada e multa legal.
Para quem prefere o modelo tradicional, os carnês impressos serão enviados pelos Correios no mês de fevereiro, antes do primeiro vencimento.
O decreto que regulamenta o IPTU 2026 também prevê o parcelamento em até seis vezes, com vencimentos entre março e agosto. As parcelas em atraso estarão sujeitas a juros e multa, e não será permitido parcelamento para valores inferiores a R$ 117,81.
Um dos pontos que mais chama atenção é o volume de isenções. Em 2025, Uberlândia contabilizou cerca de 390 mil imóveis cadastrados. Desses, 56.498 não pagarão IPTU em 2026, conforme critérios sociais e avaliações da administração municipal. Além disso, proprietários que possuem apenas um imóvel residencial registrado em seu nome, com valor venal de até R$ 180 mil, também podem ficar isentos da cobrança.
Outra medida anunciada pelo Município é a aplicação de um redutor de 60 por cento sobre a diferença positiva entre o valor do IPTU de 2026 e o cobrado em 2025, quando houver aumento. O objetivo é evitar reajustes bruscos e manter uma arrecadação mais equilibrada. Esse redutor poderá ser acumulado com o desconto de 5 por cento para pagamento à vista, quando aplicável.
O IPTU é um tributo municipal que incide sobre imóveis urbanos e tem como base de cálculo o valor venal definido pela Prefeitura a partir de critérios técnicos previstos em lei. Os recursos arrecadados são destinados ao financiamento de serviços públicos e investimentos como saúde, educação, manutenção de vias, iluminação pública, limpeza urbana, segurança patrimonial e ações de desenvolvimento urbano.
Com guias antecipadas, novas regras e uma política de isenções ampliada, o IPTU 2026 chega cercado de promessas de equilíbrio. Ainda assim, o imposto volta a ocupar o centro das conversas da cidade, reacendendo uma pergunta inevitável: até que ponto o modelo atual consegue ser justo para quem paga e suficiente para sustentar a máquina pública.