Em Uberaba, Uberlândia, Araxá, Ituiutaba e outras cidades do Triângulo Mineiro, milhares de famílias podem estar deixando dinheiro na mesa todos os anos sem sequer imaginar. Pais de crianças com deficiência que estudam em escolas particulares podem ter pago Imposto de Renda a mais por até cinco anos, mesmo tendo direito legal à dedução integral desses gastos.
Decisões recentes da Justiça reconhecem que despesas educacionais de pessoas com deficiência, como autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down e outras condições, devem ser tratadas como despesas médicas. Na prática, isso muda tudo: em vez de ficarem limitadas ao teto tradicional da educação no Imposto de Renda, essas despesas passam a ser integralmente dedutíveis da base de cálculo.
O impacto é direto no bolso. Famílias que hoje pagam imposto podem reduzir drasticamente o valor devido. Quem já pagou pode recuperar valores significativos dos últimos cinco anos, por meio de retificação da declaração ou ação judicial.
No Triângulo Mineiro, onde o custo de escolas especializadas e acompanhamento educacional é alto, esse direito ganha peso ainda maior. Muitos pais fazem sacrifícios profundos para garantir estrutura adequada aos filhos e, mesmo assim, continuam sendo tributados como se estivessem em situação comum.
Especialistas alertam que não se trata de benefício novo, mas de um direito que existe e que simplesmente não chega à maioria das famílias por falta de informação. O resultado é um cenário silencioso de prejuízo coletivo, onde quem mais precisa acaba pagando mais.
Em tempos de orçamento apertado, conhecer esse direito pode significar alívio financeiro real e permanente. Informação, aqui, não é detalhe. É ferramenta de sobrevivência.