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Triângulo Mineiro se impõe no mapa da riqueza e supera capitais no ranking nacional de arrecadação
Uberlândia, Araxá e Uberaba figuram entre os 100 municípios que mais arrecadam tributos no Brasil, evidenciando a força econômica da região mesmo fora de grandes metrópoles
04/02/2026 11h54 Atualizada há 8 meses
Por: Redação

O Triângulo Mineiro voltou a se destacar no cenário econômico nacional com três de seus principais municípios entre os 100 que mais arrecadam impostos no Brasil. Segundo levantamento nacional com base em dados da Receita Federal referentes ao ano de 2024, Uberlândia, Araxá e Uberaba estão no seleto grupo que responde por mais de 77,6% de toda a arrecadação tributária do país, embora representem pouco mais de um terço da população brasileira.

O desempenho coloca o Triângulo Mineiro em evidência econômica fora dos grandes centros metropolitanos. No ranking, Uberlândia aparece na 22ª posição com uma arrecadação estimada em cerca de R$ 12,8 bilhões em tributos federais no ano passado, refletindo sua diversidade produtiva nos setores de comércio, serviços, indústria e logística.

Mais atrás no ranking nacional, Araxá ocupa o 56º lugar, com arrecadação estimada em aproximadamente R$ 4,5 bilhões, puxada pela força da mineração e da base industrial da cidade no contexto regional.

Uberaba aparece na 75ª posição com cerca de R$ 3,62 bilhões arrecadados em tributos em 2024, reforçando o papel do município como polo econômico no interior de Minas Gerais, com destaque para o agronegócio, o comércio e os serviços.

O levantamento destaca ainda que o ranking dos 100 maiores arrecadadores é dominado por municípios do Sudeste e Sul, com capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte ocupando as primeiras posições.

Para especialistas, a presença de três cidades do Triângulo entre os principais arrecadadores nacionais é prova de que a economia regional tem crescido de forma organizada e consistente, capaz de gerar riqueza e sustentabilidade fiscal para enfrentar desafios como investimentos em infraestrutura, serviços públicos e atração de novos investimentos.

O desempenho também amplia o debate sobre o papel das cidades médias no desenvolvimento econômico brasileiro, questionando a concentração de riqueza nas metrópoles e apontando caminhos para políticas públicas que reforcem o protagonismo de regiões como o Triângulo Mineiro.

Esse panorama econômico reforça que a arrecadação tributária, além de refletir a capacidade produtiva de um município, é um dos pilares para planejamento financeiro, atração de investimentos e melhoria de serviços à população, uma equação que coloca o Triângulo Mineiro sob os holofotes do desenvolvimento nacional.

Dados oficiais do ranking foram obtidos a partir de estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação com base em informações da Receita Federal do Brasil.