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Rodoviária sem vigilância expõe usuários e Prefeitura dá ultimato à concessionária
Após briga envolvendo pessoas em situação de vulnerabilidade, município notifica Ubercon e impõe prazo de cinco dias para apresentação de plano imediato de segurança no Terminal Jurandyr Cordeiro
05/02/2026 14h24
Por: Redação

A Prefeitura de Uberaba, por meio da Secretaria de Administração, notificou formalmente a concessionária Ubercon, responsável pela gestão do Terminal Rodoviário Jurandyr Cordeiro, após o registro de uma briga na área de entrada do espaço. O episódio, que envolveu pessoas em situação de vulnerabilidade social, acendeu o alerta para a ausência de segurança privada no local e levou o município a exigir providências urgentes para garantir a integridade de usuários, trabalhadores e frequentadores.

De acordo com a administração municipal, a ocorrência revelou risco concreto à segurança pública dentro do terminal, especialmente diante da inexistência de vigilância especializada. A secretária de Administração, Taciana de Castro Balduíno, destacou que a proteção do ambiente faz parte das obrigações contratuais da concessionária, sendo um requisito essencial para a prestação adequada do serviço concedido.

A notificação determina que a Ubercon apresente, no prazo de cinco dias, um relatório detalhado com todas as medidas adotadas e as providências planejadas para restabelecer a ordem no terminal. O documento deverá incluir informações sobre as ações de segurança atualmente em vigor, previsão de contratação de empresa especializada, cronograma de implantação, número de profissionais e horários de atuação.

O município também solicitou medidas imediatas e concretas para evitar novas ocorrências semelhantes. Caso as exigências não sejam cumpridas, a concessionária poderá sofrer sanções administrativas previstas no contrato de concessão e na legislação vigente, conforme estabelece o Decreto Municipal nº 1.676 de 1999, que regulamenta a administração e utilização do terminal rodoviário.

A movimentação da Prefeitura sinaliza endurecimento na fiscalização do contrato e reforça a cobrança por responsabilidades que, até então, vinham sendo alvo de questionamentos por parte de usuários do espaço.