Economia Comércio exterior
Uberlândia dispara na balança comercial, supera US$ 607 milhões e volta ao azul após dois anos de queda
Exportações puxadas por soja e milho colocam cidade em destaque nacional e fortalecem estratégia internacional da gestão municipal
19/02/2026 08h04
Por: Redação

Uberlândia voltou a registrar fôlego na balança comercial e encerrou o último ano com superávit superior a US$ 607,68 milhões. O dado, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, confirma a retomada do crescimento após dois anos consecutivos de retração no saldo comercial do município.

Na comparação com o ano anterior, a diferença positiva foi de US$ 79,48 milhões, consolidando 2025 como um período de recuperação no cenário das exportações e importações locais.

As exportações ultrapassaram US$ 857,44 milhões, impulsionadas principalmente pela comercialização de soja, milho e tabacos em geral. A China liderou com folga entre os compradores, absorvendo 65,8% do total exportado. Na sequência aparecem Colômbia, com 5,5%, e Vietnã, com 4,4%.

Já as importações somaram pouco mais de US$ 249,75 milhões. Entre os produtos adquiridos no exterior estão reagentes de diagnóstico ou de laboratório, arroz e máquinas e aparelhos elétricos. No ranking de fornecedores, China, Estados Unidos e Itália figuraram como os principais países parceiros, representando 7,4%, 6,6% e 6,2% das vendas para Uberlândia, respectivamente.

A retomada do superávit é atribuída pela administração municipal à nova estratégia de prospecção internacional iniciada em 2025. A diretriz busca ampliar a inserção da cidade no comércio global e atrair investimentos estrangeiros.

Desde então, Uberlândia anunciou mais de R$ 20 bilhões em novos investimentos privados, parte deles com capital internacional. Entre os exemplos citados estão o anúncio do primeiro Data Center de Inteligência Artificial do Sudeste do país pela empresa norte americana RT One e a chegada da companhia belga Carmeuse, especializada na produção e fornecimento de cal.

O desempenho reforça o peso de Uberlândia como polo logístico e agroindustrial e sinaliza um momento de expansão econômica. O desafio agora será manter o ritmo de crescimento em um cenário internacional marcado por oscilações cambiais, tensões comerciais e mudanças na dinâmica do comércio global.