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PP domina Prefeitura e Câmara, mas racha interno expõe disputa pelo comando
Com Prefeitura, Câmara e representação federal sob sua bandeira, partido vive cenário incomum ao registrar divergência interna pública
24/02/2026 14h39
Por: Redação

O Progressistas vive um momento de ampla ocupação institucional em Uberlândia. O partido está à frente da Prefeitura com Paulo Sérgio, preside a Câmara Municipal com Zezinho Mendonça, ocupa a vice-presidência da Casa com Sgt. Ednaldo, que também atua como líder do governo, mantém representação em Brasília com a deputada federal Ana Paula Junqueira e tem como presidente municipal Odelmo Leão, principal referência regional da legenda.

A presença simultânea no Executivo e no Legislativo coloca o PP em posição de protagonismo político na cidade. É um cenário pouco comum na política local, em que uma mesma sigla concentra funções estratégicas nos dois principais poderes municipais.

No entanto, apesar da ocupação majoritária de espaços institucionais, o partido enfrenta um movimento interno que chama atenção. O vereador Abatênio Marquez tem adotado postura independente em votações e posicionamentos públicos. Em plenário, ele afirma não manter alinhamento automático com o Executivo e já registrou votos contrários a projetos encaminhados pela Prefeitura.

A divergência ocorre dentro de um partido que oficialmente prega unidade. O vereador Carrijo, decano da Câmara com nove mandatos, costuma defender publicamente a coesão interna da sigla e atua como voz conciliadora no plenário. Ainda assim, as diferenças de posicionamento têm sido expostas em debates e deliberações.

A situação revela um cenário político particular: enquanto o PP governa com ampla presença institucional, também administra tensões internas. A disputa deixa de ser predominantemente externa e passa a ocorrer dentro da própria legenda.

Com liderança municipal consolidada e representação federal ativa, o partido mantém influência relevante tanto no plano local quanto no nacional. O desafio agora envolve equilibrar protagonismo político e divergências internas, especialmente em um contexto que já projeta articulações para 2026.

Em Uberlândia, o PP reúne cargos, liderança e visibilidade. Ao mesmo tempo, convive com um elemento menos previsível da política: a oposição vinda de dentro.