Política Uberaba
Pedido de investigação sobre R$ 10 milhões em viagens fracassa após retirada de assinaturas e acirra clima na Câmara de Uberaba
Tentativa de criação de CEI esbarra em falta de apoio formal e desencadeia embates públicos entre parlamentares
26/02/2026 09h17
Por: Redação

Uma tentativa de instalar uma Comissão Especial de Investigação para apurar possíveis irregularidades nos gastos com passagens e viagens da Prefeitura de Uberaba encontrou forte reação e acabou inviabilizada após a retirada de assinaturas de apoio na Câmara Municipal, provocando embates entre vereadores e repercussão no Legislativo esta semana.

O pedido original, apresentado pelo vereador Marcos Jammal, buscava formar uma CEI para analisar despesas que ele avaliou como volumosas, com indícios de crescimento expressivo nos valores registrados nos últimos anos. Segundo levantamento apresentado anteriormente pelo parlamentar, as despesas com passagens e locomoção teriam registrado aumento significativo, o que motivou a solicitação formal de investigação.

Inicialmente contando com o apoio de oito vereadores, o requerimento foi prejudicado quando dois parlamentares solicitaram a retirada de seus nomes do documento. A mudança reduziu o número de assinaturas para seis, abaixo do mínimo exigido de sete vereadores para que a proposta pudesse tramitar e ser formalmente instalada.

A retirada das assinaturas gerou reação de parte dos parlamentares que defendiam a apuração. Vereadores que mantiveram apoio ao pedido afirmaram que a fiscalização do Executivo é uma atribuição legítima do Legislativo e que a investigação permitiria maior transparência sobre os gastos públicos.

Por outro lado, vereadores que retiraram apoio alegaram que revisaram suas posições após análise técnica e entenderam que outros mecanismos de fiscalização poderiam ser adotados, sem a necessidade de abertura de uma Comissão Especial de Investigação naquele momento.

O tema também gerou debate acalorado durante sessão plenária, com troca de argumentos entre parlamentares e manifestações sobre o papel institucional da Câmara na fiscalização dos atos do Executivo.

Com a insuficiência de assinaturas, a CEI não foi instalada. O assunto, no entanto, pode voltar à pauta por meio de novos requerimentos ou ser encaminhado a órgãos de controle externo, conforme as possibilidades previstas no Regimento Interno e na legislação vigente.