Uma troca de críticas nas redes sociais envolvendo lideranças políticas ganhou novo capítulo e pode terminar nos tribunais. O ex presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anunciou que pretende ingressar com medidas judiciais contra Franco Cartafina e Caio Godoi após declarações feitas em um vídeo publicado nas redes sociais.
Na gravação, Cartafina e Godoi comentam uma fala de Cunha sobre o desejo de representar politicamente Uberaba nas eleições parlamentares deste ano. Durante o vídeo, os dois afirmam que a cidade não aceita alguém de fora se apresentando como representante local e associam o ex deputado a políticos envolvidos em escândalos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Embora o nome de Eduardo Cunha não seja citado diretamente durante a fala, a imagem do ex parlamentar aparece na abertura do vídeo, o que motivou reação do político carioca.
De acordo com informações divulgadas pelo portal JM Online, Cunha considerou que as declarações ultrapassaram o limite da crítica política e anunciou que deve apresentar uma queixa crime e uma ação por danos morais contra Franco Cartafina e Caio Godoi. O ex deputado teria conversado com um advogado ainda nesta quarta feira para preparar as medidas judiciais.
Em publicação nas redes sociais, Franco Cartafina afirmou que a manifestação teve o objetivo de defender a cidade e que eventuais ameaças de processo não irão silenciar posicionamentos políticos. No texto divulgado, ele afirma que continuará cobrando respeito por Uberaba e pelos uberabenses.
O episódio ocorre em meio às articulações políticas que antecedem as eleições parlamentares e expõe o aumento da tensão no debate público envolvendo possíveis candidaturas e representações políticas da cidade.
Outro ponto citado na reportagem é que, apesar das acusações feitas contra Eduardo Cunha durante a Operação Lava Jato, o ex deputado não possui condenação válida atualmente. As duas sentenças que haviam sido proferidas pelo então juiz Sérgio Moro foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. O entendimento foi de que os processos deveriam tramitar na Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro.
Com a possibilidade de judicialização do caso, o episódio deve continuar repercutindo no cenário político local e nacional nas próximas semanas.