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Uberlândia anuncia plano milionário contra enchentes, mas população questiona: até quando a Rondon vai alagar?
Prefeitura lança o Plano Integrado de Ações Climáticas 2025/2026 com promessas de prevenção e obras de drenagem, enquanto moradores cobram soluções definitivas para os transtornos no período chuvoso
09/10/2025 08h24
Por: Redação

A Prefeitura de Uberlândia apresentou, nesta terça-feira (7), o Plano Integrado de Ações e Prevenção aos Impactos Climáticos, uma estratégia que promete reduzir os danos causados pelas chuvas em áreas críticas da cidade — especialmente na avenida Rondon Pacheco, símbolo histórico dos alagamentos urbanos.

O projeto faz parte da cartilha do Plano de Emergência Pluviométrica (PEP 2025/2026), que reúne orientações à população e medidas preventivas a serem executadas durante o período chuvoso. O plano foi elaborado em conjunto com a Defesa Civil (Compdec), Bombeiros, 9ª Região de Defesa Civil (Redec/PMMG) e diversas secretarias e autarquias municipais.

Segundo o prefeito Paulo Sérgio, a iniciativa busca uma abordagem integrada entre poder público e sociedade. “Uma das prioridades do nosso governo é reduzir os impactos causados pelas chuvas nos pontos comumente afetados, com destaque para a Rondon Pacheco. Temos trabalhado desde o início da gestão para garantir obras eficientes e decisões técnicas responsáveis”, afirmou.

QR Codes e alertas nas ruas

Entre as novidades do plano está a instalação de QR Codes em comércios e pontos de risco, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Integrada. Ao escanear o código, o cidadão terá acesso a informações em tempo real sobre chuvas, áreas de risco, contatos de emergência e vídeos com instruções de segurança.

A Secretaria de Trânsito (Settran) também promete modernizar a comunicação viária com 10 painéis eletrônicos distribuídos ao longo da Rondon Pacheco, exibindo alertas de chuva, condições do tráfego e mensagens de utilidade pública.

Obras e promessas de longo prazo

As secretarias de Infraestrutura e o DMAE liderarão as ações de drenagem e contenção. O plano prevê a construção de seis represas nas bacias dos córregos Lagoinha e Mogi, projetos de amortecimento de cheias, e a modernização do sistema de drenagem urbana.

Outras medidas incluem:

Expectativa e ceticismo

Apesar das promessas, parte da população vê o plano com cautela. A avenida Rondon Pacheco — uma das mais importantes da cidade — já foi palco de enchentes recorrentes e prejuízos milionários, e os moradores esperam que as medidas anunciadas saiam do papel.

O desafio da Prefeitura será transformar o discurso técnico em obras eficazes e duradouras, capazes de devolver à população a confiança em dias de chuva — e evitar que Uberlândia, mais uma vez, tenha de lidar com a mesma pergunta de todo verão: “Será que vai alagar de novo?”