A Prefeitura de Uberaba apresentou, na última segunda-feira (16), uma proposta de reajuste salarial de 5,4% para os servidores públicos municipais, válida para o ano de 2026. O percentual foi definido após negociações com entidades representativas do funcionalismo e integra um pacote que também prevê revisão de tabelas salariais e ajustes específicos para determinadas carreiras.
Segundo o Executivo, o reajuste contempla profissionais das áreas de governança e magistério, além de incluir medidas voltadas ao chamado “desachatamento” das carreiras, mecanismo que busca reduzir distorções salariais entre diferentes níveis dentro da administração pública. Um dos focos da proposta é beneficiar servidores com menores remunerações, como os trabalhadores do setor administrativo escolar.
De acordo com a prefeita Elisa Araújo, a proposta vai além do índice linear de aumento. A gestão municipal destaca que algumas categorias poderão ter ganhos superiores aos 5,4%, justamente em função das correções nas tabelas salariais. A medida, segundo ela, atende a uma demanda antiga dos servidores que se encontram nas faixas mais baixas da estrutura.
A equipe econômica do município afirma que o reajuste foi elaborado dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), buscando equilibrar a valorização dos servidores com a capacidade financeira da administração pública.
A secretária de Administração, Taciana de Castro Balduíno, informou que o próximo passo será a análise da proposta pelos sindicatos. Após esse retorno, o projeto de lei será encaminhado à Câmara Municipal para votação.
As negociações envolveram o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), o Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu) e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgoto de Uberaba (Sindae), que apresentaram reivindicações específicas durante as tratativas.
Embora a proposta represente uma tentativa de recomposição salarial, o índice anunciado deve continuar sendo tema de debate entre servidores e representantes sindicais, especialmente em relação à inflação acumulada e ao impacto real no poder de compra ao longo do próximo ano.